29.9.11

Na festa dos Santos Arcanjos, Stetit Angelus, de Palestrina



A liturgia da Igreja celebra hoje os Arcanjos S. Miguel, S. Rafael e S. Gabriel.

27.9.11

"É preciso mudar!"

Foi esta a expressão que Bento XVI usou num Discurso aos Bispos Portugueses quando estes se dirigiram a Roma para a última visita ad limina: É preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros para se ter uma Igreja ao ritmo do Concílio Vaticano II, na qual esteja bem estabelecida a função do clero e do laicado, tendo em conta que todos somos um, desde quando fomos baptizados e integrados na família dos filhos de Deus, e todos somos corresponsáveis pelo crescimento da Igreja."

Com base nestas declarações do Santo Padre, alguns apressaram-se a apontar o dedo a estruturas e a pessoas, pensando que a mudança reside nos outros, e não em nós.
Por seu lado, a Conferência Episcopal começou um processo, que chamou de Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal, que tem sido o pretexto para reuniões, encontros, para a produção de textos... É um processo que ainda não terminou, pelo que, ainda é cedo, para haver frutos.

O Santo Padre, na sua recente visita à Alemanha, deu a entender o que entende por mudança. É verdade que o contexto é outro, no entanto, as perguntas são as mesmas: "Assistimos, há decénios, a uma diminuição da prática religiosa, constatamos o crescente afastamento duma parte notável de baptizados da vida da Igreja. Surge a pergunta: Porventura não deverá a Igreja mudar? Não deverá ela, nos seus serviços e nas suas estruturas, adaptar-se ao tempo presente, para chegar às pessoas de hoje que vivem em estado de busca e na dúvida?"

E o Papa continua: "Uma vez alguém instou a Beata Madre Teresa a dizer qual seria, segundo ela, a primeira coisa a mudar na Igreja. A sua reposta foi: tu e eu!

Este pequeno episódio evidencia-nos duas coisas: por um lado, a Religiosa pretendeu dizer ao seu interlocutor que a Igreja não são apenas os outros, não é apenas a hierarquia, o Papa e os Bispos; a Igreja somos nós todos, os baptizados. Por outro lado, Madre Teresa parte efectivamente do pressuposto de que há motivos para uma mudança. Há uma necessidade de mudança. Cada cristão e a comunidade dos crentes no seu todo são chamados a uma contínua conversão."

A mudança que a Igreja precisa está, em primeiro lugar, em nós próprios, na nossa própria conversão a uma vida mais unida a Cristo, de mais amor à Igreja e de aumentarmos a nossa preocupação pela salvação das almas. As estruturas, as reuniões, as tácticas e estratégias pastorais ou têm essa finalidade, ou então tornam-se uma perda de tempo e de energias.

24.9.11

Outra vez

A viagem de S. S. o Papa Bento XVI à Alemanha foi antecedida, como de costume, por artigos polémicos, acusações infundadas e uma contestação mediática. E, outra vez, o Papa chegou, viu e venceu. E venceu não pela aniquilação dos adversários, mas sim pela sua imperturbável lucidez, clarividência e amor a Deus, à Igreja e às almas. 

Aquela capacidade que ele tem de explicar coisas complexas e profundas de uma maneira simples é tocante. A sua comoção perante a injustiça e a miséria que, por desgraça, alguns causaram a vítimas inocentes, é tocante. 

A sua amabilidade em escutar, a paciência com que se deixa guiar para cumprimentar as pessoas e estar perto daqueles que o procuram é um exemplo a seguir. 

Mas, o que mais me impressiona, é a sua capacidade em falar de Deus, em insistir, uma e outra vez, que o homem só pode ser feliz se acolher verdadeiramente a Cristo e se viver unido a Ele e que é na Igreja que todos podemos encontrar o caminho seguro para esse encontro com o Mestre. 

Por tudo isto e muito mais, obrigado, bom Deus, pelo Papa que, como Sucessor de S. Pedro, guia a Igreja.