31.3.11

A sede onde se prepara, em Madrid, as JMJ

Igreja recebe os divorciados à imagem de Cristo, "com misericórdia"

O responsável do Pontifício Conselho para a Família, o Card. Ennio Antonnelli, afirmou ontem que "a Igreja Católica abraça aqueles que se divorciaram e voltar a casar civilmente 'com verdade e misericórdia'"

30.3.11

Jesus era legalista

"Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus."

Mt 5, 17-19

(para os mais distraídos, o título do post é puramente irónico)

28.3.11

Perdão

O perdão àqueles que nos ofendem, sobretudo quando a ofensa é a calúnia e a injustiça, é, humanamente falando, quase impossível.

Mas é, precisamente, no perdão dado gratuitamente, dado porque o Pai do Céu também nos perdoa sem nós merecermos, que se manifesta a heroicidade do ser cristão.

É verdade que quem ofende está obrigado à justa reparação. No entanto, o perdão não está dependente dessa reparação, mas sim do perdão que Deus concede às nossas próprias faltas quando, com humildade e sinceridade. Nos confessamos no Sacramento da Misericórdia.

A falta de um perdão livremente oferecido a quem nos ofendeu cria o ressentimento e o ressentimento leva-nos à vitimização. Mas, quando nos ofendem, a vítima não somos nós (que, pelos nossos pecados, também pertencemos à classe dos que ofendem). A vítima é Aquele que, em nós, é ofendido, porque Ele não merece ser ofendido.

O ressentimento leva-nos, também, à solidão, não tanto como ausência dos outros na nossa vida, mas sim como ausência de Deus, pois os outros podem não conhecer os sentimentos do nosso coração, mas Ele conhece. Como deve custar a Deus conceder-nos o perdão que, por vezes, nós, com o nosso ressentimento, não conseguimos dar aos outros...

2.3.11

Sobre a absolvição colectiva

4. À luz e no âmbito das normas precedentes, deve ser entendida e rectamente aplicada a absolvição simultânea de vários penitentes sem prévia confissão individual, prevista no cân. 961 do Código de Direito Canónico. Aquela, com efeito, «reveste-se de carácter excepcional» e «não pode dar-se de modo geral, a não ser que:

1º) seja iminente o perigo de morte, e não haja tempo para um ou mais sacerdotes poderem ouvir a confissão de cada um dos penitentes;

2º) haja grave necessidade, isto é, quando, dado o número de penitentes, não houver sacerdotes suficientes para, dentro de tempo razoável, ouvirem devidamente as confissões de cada um, de tal modo que os penitentes, sem culpa própria, fossem obrigados a permanecer durante muito tempo privados da graça sacramental e da sagrada comunhão; não se considera existir necessidade suficiente quando não possam estar presentes confessores bastantes somente por motivo de grande afluência de penitentes, como pode suceder nalguma grande festividade ou peregrinação».

A respeito do caso de grave necessidade, especifica-se o seguinte:

a) Trata-se de situações objectivamente excepcionais, como as que se podem verificar nos territórios de missão ou em comunidades de fiéis isolados, onde o sacerdote só pode passar uma ou poucas vezes ao ano, ou quando as condições de guerra, meteorológicas ou outras circunstâncias semelhantes o consintam.

b) As duas condições estabelecidas no cânone para configurar uma grave necessidade são inseparáveis, de modo que nunca é suficiente a mera impossibilidade de confessar «devidamente» cada um dos indivíduos «dentro de tempo razoável» devido à escassez de sacerdotes; mas a tal impossibilidade deve associar-se o facto de que, caso contrário, os penitentes ver-se-iam obrigados a permanecer «durante muito tempo», sem culpa própria, privados da graça sacramental. Deve-se, por isso, ter presente o conjunto das circunstâncias dos penitentes e da diocese, quando se atende à sua organização pastoral e à possibilidade de acesso dos fiéis ao sacramento da Penitência.

c) A primeira condição — a impossibilidade de ouvir «devidamente» as confissões «dentro de um tempo razoável» — refere-se só ao tempo normalmente requerido para a essencial administração válida e digna do sacramento, não sendo relevante a este respeito um colóquio pastoral mais amplo, que pode ser adiado para circunstâncias mais favoráveis. Este tempo razoavelmente oportuno para nele se ouvir as confissões, dependerá das possibilidades reais do confessor ou confessores e dos mesmos penitentes.

d) Quanto à segunda condição, caberá avaliar com um juízo prudencial qual seja a extensão do tempo de privação da graça sacramental a fim de que haja verdadeira impossibilidade conforme o cân. 960, sempre que não se esteja perante iminente perigo de morte. Tal juízo não é prudencial, se se desvirtua o sentido da impossibilidade física ou moral como no caso, por exemplo, de considerar que um período inferior a um mês implicaria permanecer «durante muito tempo» em tal privação.

e) Não é admissível criar ou permitir que se criem situações de aparente grave necessidade, derivadas da omissão da administração ordinária do sacramento pelo não cumprimento das normas acima indicadas(20) e, muito menos, da opção dos penitentes pela absolvição geral, como se se tratasse de uma possibilidade normal e equivalente às duas formas ordinárias descritas no Ritual.

f) Não constitui suficiente necessidade, a mera grande afluência de penitentes, não só em ocasiões de uma festa solene ou de uma peregrinação, mas nem mesmo por turismo ou outras razões semelhantes devidas à crescente mobilidade das pessoas.

5. Não cabe ao confessor julgar se se verificam as condições requeridas pelo cân. 961-§1, 2º, mas «ao Bispo diocesano, o qual, atendendo aos critérios fixados por acordo com os restantes membros da Conferência Episcopal, pode determinar os casos em que se verifique tal necessidade». Estes critérios pastorais deverão ser expressão do esforço de total fidelidade, nas circunstâncias dos respectivos territórios, aos critérios de fundo definidos pela disciplina universal da Igreja, que se apoiam aliás nas exigências derivadas do mesmo sacramento da Penitência na sua divina instituição.

Sobre a confissão

De acordo com a antiquíssima tradição da Igreja romana, não é lícito unir o Sacramento da Penitência com a Santa Missa e fazer assim uma única acção litúrgica.

Significa que não é lícito interromper a Eucaristia para se proceder com as confissões. Este ilícito refere-se apenas à Santa Missa, e não a um Rito Penitencial que seja celebrado segundo o Ritual da Penitência.

O mesmo número continua:

Isto não impede que alguns sacerdotes, independentemente dos que celebram ou concelebram a Missa, escutem às confissões dos fiéis que assim não desejem, mesmo estando no mesmo lugar, de participar da Missa, para atender as necessidades dos fiéis. Para isso, faça-se de maneira adequada.

Abre-se a possibilidade a que, um sacerdote (ou alguns sacerdotes), enquanto se celebra a Eucaristia, possam estar, em confessionários ou noutro local visível da Igreja, a confessar os fiéis. No entanto, ressalva-se que esses sacerdotes não estejam a celebrar ou a concelebrar a Eucaristia e mantém-se o que está dito na primeira parte: "não é lícito unir o Sacramento da Penitência com a Santa Missa".

Peregrinação à Terra Santa

Durante uns dias, enquanto estiver pela Terra Santa, posso ser lido AQUI