5.1.11

O Papa está certo quando critica os anos 70


«Nos anos Setenta, teorizou-se sobre a pedofilia como sendo algo totalmente consentâneo ao homem e também à criança. Mas isto fazia parte duma perversão fundamental do conceito de vida moral. Defendia-se – mesmo no âmbito da teologia católica – que o mal em si e o bem em si não existiriam. Haveria apenas um «melhor que» e um «pior que». Nada seria em si mesmo bem ou mal; tudo dependeria das circunstâncias e do fim pretendido. Segundo os fins e as circunstâncias, tudo poderia ser bem ou então mal. A moral é substituída por um cálculo das consequências, e assim deixa de existir. Os efeitos de tais teorias são, hoje, evidentes.»

As palavras do Papa são confirmadas por um artigo que o Der Spiegel (que, para os mais distraídos, é um jornal bastante liberal de costumes) que, no passado mês de Julho publicou um artigo com o título: The Sexual Revolution and Children, How the Left Took Things Too Far.

Neste artigo, explica-se como na Alemanha, a seguir à revolução de 68, houve um movimento que procurou legalizar a pedofilia, defendendo que era totalmente consentânea com o modernismo. Hoje vivemos os frutos desse tempo. E o Papa está certo: a situação actual tem as suas raízes nesses quase longínquos anos 70.