19.11.11

D. António Couto, novo Bispo de Lamego

Com data de hoje, o Santo Padre nomeou o Sr. D. António José da Rocha Couto como novo Bispo de Lamego, sucedendo, desta maneira, ao Sr. D. Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho que, há cerca de um ano, tinha pedido a renúncia ao cargo, por ter atingido os 75 anos de idade.

O Sr. D. António Couto nasceu a 18 de Abril de 1952, em Vila Boa do Bispo, concelho de Marco de Canaveses.

A 2 de Outubro de 1963 entrou no Seminário de Tomar, da Sociedade Portuguesa das Missões Ultramarinas, hoje Sociedade Missionária da Boa Nova. Recebeu a ordenação sacerdotal em Cucujães, em 3 de Dezembro de 1980.

Os primeiros anos de sacerdócio foram vividos no Seminário de Tomar, acompanhando os alunos do 11.º e 12.º anos. No ano lectivo de 1981-1982 foi Professor de Religião e Moral Católica na Escola de Santa Maria do Olival, em Tomar. Em 1982 fez o curso de Capelães Militares, na Academia Militar, e foi nomeado capelão militar do Batalhão de Serviço de Material, do Entroncamento, e, pouco depois, também da Escola Prática de Engenharia, de Tancos.

Transferiu-se depois para Roma, para a Pontifícia Universidade Urbaniana, onde, em 1986, obteve a licenciatura canónica em Teologia Bíblica. Na mesma Universidade obteve, em 1989, o respectivo Doutoramento, depois da permanência de cerca de um ano em Jerusalém, no Studium Biblicum Franciscanum.

No ano lectivo de 1989-1990 foi professor de Sagrada Escritura no Seminário Maior de Luanda. Regressou então a Portugal, e foi colocado no Seminário da Boa Nova, de Valadares, com o encargo da formação dos estudantes de teologia. É professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, núcleo do Porto, desde o ano lectivo de 1990-1991.

De 1996 a 2002 foi Reitor do Seminário do Seminário da Boa Nova, de Valadares. Foi também Vigário Geral da Sociedade Missionária da Boa Nova de 1999 a 2002, ano em que foi eleito Superior Geral da mesma Sociedade Missionária da Boa Nova, cargo que ocupou até à data da sua Ordenação Episcopal, em 23 de Setembro de 2007.

A SMBN é composta por sacerdotes diocesanos e leigos que se consagram à evangelização. Surgida em Portugal em 1930, dedica-se à evangelização ad gentes em Moçambique (desde 1937), Angola (desde 1970), Brasil (desde 1970), Zâmbia (desde 1980) e Japão (desde 1998).
Em 2004, João Paulo II nomeou o novo Bispo de Lamego como membro da Congregação para a Evangelização dos Povos.

D. António Couto é colaborador do Programa ECCLESIA (RTP2), da Igreja Católica, tendo colaborado regularmente desde 2003, na sua qualidade de biblista.

É autor dos seguintes livros: Até um dia (poemas) 1987; Raízes histórico-culturais da Vila Boa do Bispo (1988); A Aliança do Sinai como núcleo lógico-teológico central do Antigo Testamento (tese de doutoramento), 1990; Como uma dádiva. Caminhos de antropologia bíblica, 2002 (2.ª edição revista em 2005); Pentateuco. Caminho da vida agraciada, 2003 (2.ª edição revista, 2005). E também autor de inúmeros artigos em enciclopédias, colectâneas e revistas.

Na última Reunião Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, foi eleito Presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização.

Ao Sr. D. Jacinto Botelho, toda a Diocese está grata pelo seu incansável ministério ao longo de todos os anos em que esteve à frente dos destinos desta porção do Povo de Deus.

Damos também as boas vindas ao Sr. D. António Couto, na certeza que, desde já, rezamos pela sua pessoa e intenções.

23.10.11

Uma imitação requentada: Nota sobre o romance "O último segredo", de José Rodrigues dos Santos

 
O romance de José Rodrigues dos Santos, intitulado “O último segredo”, é formalmente uma obra literária. Nesse sentido, a discussão sobre a sua qualidade literária cabe à crítica especializada e aos leitores. Mas como este romance do autor tem a pretensão de entrar, com um tom de intolerância desabrida, numa outra área, a história da formação da Bíblia por um lado, e a fiabilidade das verdades de Fé em que os católicos acreditam por outro, pensamos que pode ser útil aos leitores exigentes (sejam eles crentes ou não) esclarecer alguns pontos de arbitrariedade em que o dito romance incorre.

1. Em relação à formação da Bíblia e ao debate em torno aos manuscritos, José Rodrigues dos Santos propõe-se, com grande estrondo, arrombar uma porta que há muito está aberta. A questão não se coloca apenas com a Bíblia, mas genericamente com toda a Literatura Antiga: não tendo sido conservados os manuscritos que saíram das mãos dos autores torna-se necessário partir da avaliação das diversas cópias e versões posteriores para reconstruir aquilo que se crê estar mais próximo do texto original. Este problema coloca-se tanto para o Livro do Profeta Isaías, por exemplo, como para os poemas de Homero ou os Diálogos de Platão. Ora, como é que se faz o confronto dos diversos manuscritos e como se decide perante as diferenças que eles apresentam entre si? Há uma ciência que se chama Crítica Textual (Critica Textus, na designação latina) que avalia a fiabilidade dos manuscritos e estabelece os critérios objetivos que nos devem levar a preferir uma variante a outra. A Crítica Textual faz mais ainda: cria as chamadas “edições críticas”, isto é, a apresentação do texto reconstruído, mas com a indicação de todas as variantes existentes e a justificação para se ter escolhido uma em lugar de outra. O grau de certeza em relação às escolhas é diversificado e as próprias dúvidas vêm também assinaladas.
Tanto do texto bíblico do Antigo como do Novo Testamento há extraordinárias edições críticas, elaboradas de forma rigorosíssima do ponto de vista científico, e é sobre essas edições que o trabalho da hermenêutica bíblica se constrói. É impensável, por exemplo, para qualquer estudioso da Bíblia atrever-se a falar dela, como José Rodrigues dos Santos o faz, recorrendo a uma simples tradução. A quantidade de incorreções produzidas em apenas três linhas, que o autor dedica a falar da tradução que usa, são esclarecedoras quanto à indigência do seu estado de arte. Confunde datas e factos, promete o que não tem, fala do que não sabe.

2. Chesterton dizia, com o seu notável humor, que o problema de quem faz da descrença profissão não é deixar de acreditar em alguma coisa, mas passar a acreditar em demasiadas. Poderíamos dizer que é esse o caso do romance de José Rodrigues dos Santos. A nota a garantir que tudo é verdade, colocada estrategicamente à entrada do livro, seria já suficientemente elucidativa. De igual modo, o apontamento final do seu romance, onde arvora o método histórico-crítico como a única chave legítima e verdadeira para entender o texto bíblico. A validade do método de análise histórico-crítica da Bíblia é amplamente reconhecida pela Igreja Católica, como se pode ver no fundamental documento “A interpretação da Bíblia na Igreja Católica” (de 1993). Aí se recomenda o seguinte: «os exegetas católicos devem levar em séria consideração o caráter histórico da revelação bíblica. Pois os dois Testamentos exprimem em palavras humanas, que levam a marca do seu tempo, a revelação histórica que Deus fez… Consequentemente, os exegetas devem servir-se do método histórico-crítico». Mas o método histórico-crítico é insuficiente, como aliás todos os métodos, chamados a operar em complementaridade. Isso ficou dito, no século XX,  por pensadores da dimensão de Paul Ricoeur ou Gadamer. José Rodrigues dos Santos parece não saber o que é um teólogo, e dir-se-ia mesmo que desconhece a natureza hipotética (e nesse sentido científica) do trabalho teológico. O positivismo serôdio que levanta como bandeira fá-lo, por exemplo, chamar  “historiadores” aos teólogos que pretende promover, e apelide apressadamente de “obras apologéticas” as que o contrariam. 

3. A nota final de José Rodrigues dos Santos esconde, porém, a chave do seu caso. Nela aparecem (mal) citados uma série de teólogos, mas o mais abundantemente referido, e o que efetivamente conta, é Bart D. Ehrman. Rodrigues dos Santos faz de Bart D.Ehrman o seu teleponto, a sua revelação. Comparar o seu  “Misquoting Jesus. The Story Behind who Changed the Bible and Why” com o “O Último segredo” é tarefa com resultados tão previsíveis que chega a ser deprimente. Ehrman é um dos coordenadores do Departamento de Estudos da Religião, da Universidade da Carolina do Norte, e um investigador de erudição inegável. Contudo, nos últimos anos, tem orientado as suas publicações a partir de uma tese radical, claramente ideológica, longe de ser reconhecida credível. Ehrman reduz o cristianismo das origens a uma imensa batalha pelo poder, que acaba por ser tomado, como seria de esperar, pela tendência mais forte e intolerante. E em nome desse combate pelo poder vale tudo: manobras políticas intermináveis, perseguições, fabricação de textos falsos… Essa luta é transportada para o interior do texto bíblico que, no dizer de Ehrman, está texto repleto de manipulações. O que os seus pares universitários perguntam a Ehrman, com perplexidade, é em que fontes textuais ele assenta as hipóteses extremadas que defende.

4. Resumindo: é lamentável que José Rodrigues dos Santos interrogue (e se interrogue) tão pouco. É lamentável que escreva centenas de páginas sobre um assunto tão complexo sem fazer ideia do que fala. O resultado é bastante penoso e desinteressante, como só podia ser: uma imitação requentada,  superficial e  maçuda. O que a verdadeira literatura faz é agredir a imitação para repropor a inteligência. O que José Rodrigues dos Santos faz é agredir a inteligência para que triunfe o pastiche. E assim vamos.

29.9.11

Na festa dos Santos Arcanjos, Stetit Angelus, de Palestrina



A liturgia da Igreja celebra hoje os Arcanjos S. Miguel, S. Rafael e S. Gabriel.

27.9.11

"É preciso mudar!"

Foi esta a expressão que Bento XVI usou num Discurso aos Bispos Portugueses quando estes se dirigiram a Roma para a última visita ad limina: É preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros para se ter uma Igreja ao ritmo do Concílio Vaticano II, na qual esteja bem estabelecida a função do clero e do laicado, tendo em conta que todos somos um, desde quando fomos baptizados e integrados na família dos filhos de Deus, e todos somos corresponsáveis pelo crescimento da Igreja."

Com base nestas declarações do Santo Padre, alguns apressaram-se a apontar o dedo a estruturas e a pessoas, pensando que a mudança reside nos outros, e não em nós.
Por seu lado, a Conferência Episcopal começou um processo, que chamou de Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal, que tem sido o pretexto para reuniões, encontros, para a produção de textos... É um processo que ainda não terminou, pelo que, ainda é cedo, para haver frutos.

O Santo Padre, na sua recente visita à Alemanha, deu a entender o que entende por mudança. É verdade que o contexto é outro, no entanto, as perguntas são as mesmas: "Assistimos, há decénios, a uma diminuição da prática religiosa, constatamos o crescente afastamento duma parte notável de baptizados da vida da Igreja. Surge a pergunta: Porventura não deverá a Igreja mudar? Não deverá ela, nos seus serviços e nas suas estruturas, adaptar-se ao tempo presente, para chegar às pessoas de hoje que vivem em estado de busca e na dúvida?"

E o Papa continua: "Uma vez alguém instou a Beata Madre Teresa a dizer qual seria, segundo ela, a primeira coisa a mudar na Igreja. A sua reposta foi: tu e eu!

Este pequeno episódio evidencia-nos duas coisas: por um lado, a Religiosa pretendeu dizer ao seu interlocutor que a Igreja não são apenas os outros, não é apenas a hierarquia, o Papa e os Bispos; a Igreja somos nós todos, os baptizados. Por outro lado, Madre Teresa parte efectivamente do pressuposto de que há motivos para uma mudança. Há uma necessidade de mudança. Cada cristão e a comunidade dos crentes no seu todo são chamados a uma contínua conversão."

A mudança que a Igreja precisa está, em primeiro lugar, em nós próprios, na nossa própria conversão a uma vida mais unida a Cristo, de mais amor à Igreja e de aumentarmos a nossa preocupação pela salvação das almas. As estruturas, as reuniões, as tácticas e estratégias pastorais ou têm essa finalidade, ou então tornam-se uma perda de tempo e de energias.

24.9.11

Outra vez

A viagem de S. S. o Papa Bento XVI à Alemanha foi antecedida, como de costume, por artigos polémicos, acusações infundadas e uma contestação mediática. E, outra vez, o Papa chegou, viu e venceu. E venceu não pela aniquilação dos adversários, mas sim pela sua imperturbável lucidez, clarividência e amor a Deus, à Igreja e às almas. 

Aquela capacidade que ele tem de explicar coisas complexas e profundas de uma maneira simples é tocante. A sua comoção perante a injustiça e a miséria que, por desgraça, alguns causaram a vítimas inocentes, é tocante. 

A sua amabilidade em escutar, a paciência com que se deixa guiar para cumprimentar as pessoas e estar perto daqueles que o procuram é um exemplo a seguir. 

Mas, o que mais me impressiona, é a sua capacidade em falar de Deus, em insistir, uma e outra vez, que o homem só pode ser feliz se acolher verdadeiramente a Cristo e se viver unido a Ele e que é na Igreja que todos podemos encontrar o caminho seguro para esse encontro com o Mestre. 

Por tudo isto e muito mais, obrigado, bom Deus, pelo Papa que, como Sucessor de S. Pedro, guia a Igreja.

31.8.11

Diocese de Lamego: Jovens da Diocese de Lamego participam nas Jornadas Mundiais da Juventude

Sob o tema: «Enraizados e edificados n’Ele... firmes na fé» (cf. Cl 2, 7), realizaram-se, em Madrid, capital de Espanha, as XXVI Jornadas Mundiais da Juventude. A Diocese de Lamego respondeu ao convite do Santo Padre e, em conjunto com o Sr. D. Jacinto Botelho, Bispo da Diocese, e do Sr. Vigário Geral, Mons. Joaquim Dias Rebelo, marcou presença com 140 jovens, acompanhados por seis sacerdotes.

Continuar a ler>> Diocese de Lamego: Jovens da Diocese de Lamego participam nas Jornadas Mundiais da Juventude

1.7.11

Só para lembrar aos distraídos

"O facto de Maria Santíssima, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, não ter recebido a missão própria dos Apóstolos nem o sacerdócio ministerial, mostra claramente que a não admissão das mulheres à ordenação sacerdotal não pode significar uma sua menor dignidade nem uma discriminação a seu respeito"

"A presença e o papel da mulher na vida e na missão da Igreja, mesmo não estando ligados ao sacerdócio ministerial, permanecem, no entanto, absolutamente necessários e insubstituíveis."

"É à santidade dos fiéis que está totalmente ordenada a estrutura hierárquica da Igreja. Por isso, lembra a Declaração Inter Insigniores, "o único carisma superior, a que se pode e deve aspirar, é a caridade (cfr 1 Cor 12-13). Os maiores no Reino dos céus não são os ministros, mas os santos".

"Embora a doutrina sobre a ordenação sacerdotal que deve reservar-se somente aos homens, se mantenha na Tradição constante e universal da Igreja e seja firmemente ensinada pelo Magistério nos documentos mais recentes, todavia actualmente em diversos lugares continua-se a retê-la como discutível, ou atribui-se um valor meramente disciplinar à decisão da Igreja de não admitir as mulheres à ordenação sacerdotal.

Portanto, para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cfr Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja."

João Paulo II, Carta Apostólica Ordinatio sacerdotalis, 22/05/1994


Definitivo: que define; terminante; que se apresenta na sua versão final; ultimado; que não volta a repetir-se; final (in Dicionário Porto Editora)

10.5.11

Um coração novo para uma sociedade nova

 Um ano depois da vinda do Papa, Bispos e Padres reflectem sobre o desafio da solidariedade perante a actual crise social baseada numa renovação espiritual.

Realizou-se esta Segunda-feira dia 9 de Maio na Quinta de Enxomil (Arcozelo, Vila Nova de Gaia) a XV JORNADA SOBRE QUESTÕES PASTORAIS, com a presença de perto de uma centena de sacerdotes de várias dioceses do Norte e Centro do país.

O tema desta Jornada esteve inspirado na coincidência de dois desafios que Bento XVI lançou aos cristãos: que os próximos sete anos sejam uma preparação para a celebração do Centenário das Aparições de Fátima, e o desafio da solidariedade cristã nos próximos (sete?) anos de “vacas magras” na economia.

Se, como dizia S. Josemaria Escrivá há já muitos anos «estas crises mundiais são crises de santos», Bento XVI propôs em Fátima o caminho da solução: «Com a família humana pronta a sacrificar os seus laços mais sagrados no altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, indivíduo, veio do Céu a nossa bendita Mãe oferecendo-Se para transplantar no coração de quantos se Lhe entregam o Amor de Deus que arde no seu».

Assim, o Sr. D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa e Presidente da Comissão Episcopal para a Pastoral Social falou sobre o modo de, como Pastores, ajudar os cristãos neste desafio, conhecendo e pondo em prática a Doutrina social da Igreja.

Da parte da tarde o Sr. Pe. Armindo Janeiro (actualmente Reitor do Seminário de Leiria-Fátima) ajudou a entender o plano de preparação para o Centenário, concretamente o tema deste ano, centrado na abertura à intimidade do Amor de Deus.

E para contactar com uma resposta não meramente “economicista” para a crise, houve a oportunidade de ver uma breve apresentação de um Programa de Defesa do Património espiritual levado a cabo pela Associação Portuguesa para a Cultura e o Desenvolvimento (APCD). É esta instituição leva a cabo em vários pontos do país iniciativas de formação profissional precisamente na área do apoio social, entre elas a Escola de Formação Profissional Arcomira, responsável pelo atendimento da Casa de Convívios e Retiros de Enxomil onde se realizou esta Jornada Pastoral.

Se na história Bíblica do Patriarca José, esses sete anos de vacas magras foram antecedidos (e aproveitados) de sete anos de vacas gordas, entre nós tal não aconteceu. Assim, em vez dos celeiros do Faraó cheios pela sabia previdência de José, estamos na bancarrota. Mas se tivermos em conta que estas crises são muito mais que meros erros técnicos, mas apontam para uma crise ética e espiritual, podemos transformar estes anos em anos de “vacas gordas” se soubermos mudar o nosso coração, abrindo-o à Mensagem que a Senhora de Branco deixou em Fátima, através do exemplo e do testemunho dos Pastorinhos.

Via P. Martinez

16.4.11

Parabéns, Santo Padre!

"Tendes de saber em que credes. Tendes de conhecer a vossa fé como um espcialista em tecnologia domina o sistema funcional de um computador. Tendes de a compreender como um bom músico entende uma partitura. Sim, tendes de estar enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação. Precisais da ajuda divina para que a vossa fé não seque como uma gota de orvalho ao sol."

Bento XVI, Carta do Santo Padre Bento XVI aos Jovens, in Youcat

9.4.11

Jornadas Mundiais da Juventude de 2017, em Fátima?

Este ano, as Jornadas Mundiais da Juventude ocorrem em Madrid, na vizinha Espanha. Se a tradição continuar a ser o que era, as Jornadas Mundiais da Juventude em 2014 serão fora da Europa, o que significa que, em 2017, voltarão a ser em território europeu. Coincidindo com o centenário das Aparições, será que Portugal se candidata à organização?

2.4.11

Há seis anos no Céu

Bem haja, Santo Padre!

31.3.11

A sede onde se prepara, em Madrid, as JMJ

Igreja recebe os divorciados à imagem de Cristo, "com misericórdia"

O responsável do Pontifício Conselho para a Família, o Card. Ennio Antonnelli, afirmou ontem que "a Igreja Católica abraça aqueles que se divorciaram e voltar a casar civilmente 'com verdade e misericórdia'"

30.3.11

Jesus era legalista

"Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus."

Mt 5, 17-19

(para os mais distraídos, o título do post é puramente irónico)

28.3.11

Perdão

O perdão àqueles que nos ofendem, sobretudo quando a ofensa é a calúnia e a injustiça, é, humanamente falando, quase impossível.

Mas é, precisamente, no perdão dado gratuitamente, dado porque o Pai do Céu também nos perdoa sem nós merecermos, que se manifesta a heroicidade do ser cristão.

É verdade que quem ofende está obrigado à justa reparação. No entanto, o perdão não está dependente dessa reparação, mas sim do perdão que Deus concede às nossas próprias faltas quando, com humildade e sinceridade. Nos confessamos no Sacramento da Misericórdia.

A falta de um perdão livremente oferecido a quem nos ofendeu cria o ressentimento e o ressentimento leva-nos à vitimização. Mas, quando nos ofendem, a vítima não somos nós (que, pelos nossos pecados, também pertencemos à classe dos que ofendem). A vítima é Aquele que, em nós, é ofendido, porque Ele não merece ser ofendido.

O ressentimento leva-nos, também, à solidão, não tanto como ausência dos outros na nossa vida, mas sim como ausência de Deus, pois os outros podem não conhecer os sentimentos do nosso coração, mas Ele conhece. Como deve custar a Deus conceder-nos o perdão que, por vezes, nós, com o nosso ressentimento, não conseguimos dar aos outros...

2.3.11

Sobre a absolvição colectiva

4. À luz e no âmbito das normas precedentes, deve ser entendida e rectamente aplicada a absolvição simultânea de vários penitentes sem prévia confissão individual, prevista no cân. 961 do Código de Direito Canónico. Aquela, com efeito, «reveste-se de carácter excepcional» e «não pode dar-se de modo geral, a não ser que:

1º) seja iminente o perigo de morte, e não haja tempo para um ou mais sacerdotes poderem ouvir a confissão de cada um dos penitentes;

2º) haja grave necessidade, isto é, quando, dado o número de penitentes, não houver sacerdotes suficientes para, dentro de tempo razoável, ouvirem devidamente as confissões de cada um, de tal modo que os penitentes, sem culpa própria, fossem obrigados a permanecer durante muito tempo privados da graça sacramental e da sagrada comunhão; não se considera existir necessidade suficiente quando não possam estar presentes confessores bastantes somente por motivo de grande afluência de penitentes, como pode suceder nalguma grande festividade ou peregrinação».

A respeito do caso de grave necessidade, especifica-se o seguinte:

a) Trata-se de situações objectivamente excepcionais, como as que se podem verificar nos territórios de missão ou em comunidades de fiéis isolados, onde o sacerdote só pode passar uma ou poucas vezes ao ano, ou quando as condições de guerra, meteorológicas ou outras circunstâncias semelhantes o consintam.

b) As duas condições estabelecidas no cânone para configurar uma grave necessidade são inseparáveis, de modo que nunca é suficiente a mera impossibilidade de confessar «devidamente» cada um dos indivíduos «dentro de tempo razoável» devido à escassez de sacerdotes; mas a tal impossibilidade deve associar-se o facto de que, caso contrário, os penitentes ver-se-iam obrigados a permanecer «durante muito tempo», sem culpa própria, privados da graça sacramental. Deve-se, por isso, ter presente o conjunto das circunstâncias dos penitentes e da diocese, quando se atende à sua organização pastoral e à possibilidade de acesso dos fiéis ao sacramento da Penitência.

c) A primeira condição — a impossibilidade de ouvir «devidamente» as confissões «dentro de um tempo razoável» — refere-se só ao tempo normalmente requerido para a essencial administração válida e digna do sacramento, não sendo relevante a este respeito um colóquio pastoral mais amplo, que pode ser adiado para circunstâncias mais favoráveis. Este tempo razoavelmente oportuno para nele se ouvir as confissões, dependerá das possibilidades reais do confessor ou confessores e dos mesmos penitentes.

d) Quanto à segunda condição, caberá avaliar com um juízo prudencial qual seja a extensão do tempo de privação da graça sacramental a fim de que haja verdadeira impossibilidade conforme o cân. 960, sempre que não se esteja perante iminente perigo de morte. Tal juízo não é prudencial, se se desvirtua o sentido da impossibilidade física ou moral como no caso, por exemplo, de considerar que um período inferior a um mês implicaria permanecer «durante muito tempo» em tal privação.

e) Não é admissível criar ou permitir que se criem situações de aparente grave necessidade, derivadas da omissão da administração ordinária do sacramento pelo não cumprimento das normas acima indicadas(20) e, muito menos, da opção dos penitentes pela absolvição geral, como se se tratasse de uma possibilidade normal e equivalente às duas formas ordinárias descritas no Ritual.

f) Não constitui suficiente necessidade, a mera grande afluência de penitentes, não só em ocasiões de uma festa solene ou de uma peregrinação, mas nem mesmo por turismo ou outras razões semelhantes devidas à crescente mobilidade das pessoas.

5. Não cabe ao confessor julgar se se verificam as condições requeridas pelo cân. 961-§1, 2º, mas «ao Bispo diocesano, o qual, atendendo aos critérios fixados por acordo com os restantes membros da Conferência Episcopal, pode determinar os casos em que se verifique tal necessidade». Estes critérios pastorais deverão ser expressão do esforço de total fidelidade, nas circunstâncias dos respectivos territórios, aos critérios de fundo definidos pela disciplina universal da Igreja, que se apoiam aliás nas exigências derivadas do mesmo sacramento da Penitência na sua divina instituição.

Sobre a confissão

De acordo com a antiquíssima tradição da Igreja romana, não é lícito unir o Sacramento da Penitência com a Santa Missa e fazer assim uma única acção litúrgica.

Significa que não é lícito interromper a Eucaristia para se proceder com as confissões. Este ilícito refere-se apenas à Santa Missa, e não a um Rito Penitencial que seja celebrado segundo o Ritual da Penitência.

O mesmo número continua:

Isto não impede que alguns sacerdotes, independentemente dos que celebram ou concelebram a Missa, escutem às confissões dos fiéis que assim não desejem, mesmo estando no mesmo lugar, de participar da Missa, para atender as necessidades dos fiéis. Para isso, faça-se de maneira adequada.

Abre-se a possibilidade a que, um sacerdote (ou alguns sacerdotes), enquanto se celebra a Eucaristia, possam estar, em confessionários ou noutro local visível da Igreja, a confessar os fiéis. No entanto, ressalva-se que esses sacerdotes não estejam a celebrar ou a concelebrar a Eucaristia e mantém-se o que está dito na primeira parte: "não é lícito unir o Sacramento da Penitência com a Santa Missa".

Peregrinação à Terra Santa

Durante uns dias, enquanto estiver pela Terra Santa, posso ser lido AQUI

12.2.11

Peregrinação à Terra Santa



Eu e outro amigo sacerdote, estamos a organizar uma peregrinação à Terra Santa, de 03 a 10 de Março de 2011. A viagem prevê passarmos por Cesareia Marítima, Haifa (Monte Carmelo), Nazaré, Mar Morto, Caná da Galileia, Monte das Bem aventuranças, Cafarnaum, Mar da Galileia, Monte Tabor, Jerusalém, Belém, Emaús, etc.

Se alguém estiver interessado em acompanhar-nos, pode entrar em contacto comigo através dos meus contactos>>



Na foto: Basílica da Anunciação, em Nazaré

Uma questão de fé ou falta dela

"Nunca fui uma pessoa particularmente ligada à igreja ou à religião. Baptizada, filha de católicos mais ou menos praticantes, fui para a catequese por vontade própria. Mais para estar com os meus amigos do que para estar perto de Deus, confessemos. No início era giro, era novidade, depois veio a rotina, a chatice, a obrigação. Primeira comunhão, profissão de fé, idas ocasionais e cada vez mais espaçadas à missa de domingo, e pronto. Era isso. Depois foi piorando. Fui-me afastando cada vez mais. Por alguma descrença, por incompatibilidades pessoais com a minha própria fé e por não conseguir dizer ámen a tudo o que a Igreja profetizava. Até que me casei. Mesmo estando tão afastada, sabia que tinha de ser pela Igreja. Fazia-me mais sentido assim, sabia que queria e que precisava daquele reconforto de alma. Mas depois de casada, depois de voltar da lua-de-mel, dei por mim a pensar que não podia ser só aquilo. Que não era só dizer em frente a toda a gente, no altar, que me comprometia com Deus, e depois virar costas novamente. E voltar a desligar-me por mais não sei quantos mil anos. Recomecei a ir à missa, muito por causa do padre que me casou (Arsénio Isidoro) que, claramente, sabe como cativar e aproximar. Porque não acha que cai o Carmo e a Trindade se disser uma piada, se contar uma anedota (no meu casamento disse qualquer coisa como “isto de casar só custam os primeiros 50 anos, depois é fácil”), se usar uma linguagem acessível que toca a todos."

Continuar a ler>>

8.2.11

Quem nos separará do amor de Cristo? (Rom 8, 35)



Um dos principais desafios que é colocado a toda a Igreja é o atendimento e acompanhamento àqueles que pertencem a esse grande universo de pessoas que fazem parte de famílias separadas, divorciadas, recasadas ou em união de facto.

Uma iniciativa interessante, surgiu muito recentemente em duas dioceses do norte de Itália, Pistoia e Pescia, que propõe a todas as pessoas que se encontram nessas situações um acompanhamento, ao longo de três anos, que consiste em encontros mensais para rezar, partilhar experiências e onde a dimensão formativa tem lugar central: serão abordados temas sobre a família, a oração, o perdão, a educação dos filhos, para além de aspectos biblico-teológicos e jurídicos. Os encontros realizam-se num sábado de cada mês, com início pelas 16h e terminam com o jantar em comum.

O tema de fundo é a passagem de S. Paulo aos Romanos, que consiste no título deste post.

No vídeo, música "Ci si separerà?", de Marco Frisina

3.2.11

Eis que a preparação para a confissão chega ao iPad

"Confession: a Roman Catholic App" é um programa para iPhone, iPad e iPod Touch que serve de ajuda para a preparação para a confissão. Aos poucos, a Igreja começa a usar os instrumentos que a técnica põe à sua disposição. Não passa disso: um instrumento, mas que se pode revelar muito útil.

Esta aplicação, contém um exame de consciência bastante completo, com a possibilidade de a própria pessoa incluir questões personalizadas.

Além disso, a aplicação tem um guia que ajuda a pessoa a confessar-se, com a explicação das várias partes da confissão.

Por fim, tem as orações do penitente (acto de contrição), e um conjunto de orações que são as mais usadas na penitência imposta pelo confessor (avé-Maria, Pai nosso, Lembrai-vos, a Salvé Rainha e outras).

5.1.11

O Papa está certo quando critica os anos 70


«Nos anos Setenta, teorizou-se sobre a pedofilia como sendo algo totalmente consentâneo ao homem e também à criança. Mas isto fazia parte duma perversão fundamental do conceito de vida moral. Defendia-se – mesmo no âmbito da teologia católica – que o mal em si e o bem em si não existiriam. Haveria apenas um «melhor que» e um «pior que». Nada seria em si mesmo bem ou mal; tudo dependeria das circunstâncias e do fim pretendido. Segundo os fins e as circunstâncias, tudo poderia ser bem ou então mal. A moral é substituída por um cálculo das consequências, e assim deixa de existir. Os efeitos de tais teorias são, hoje, evidentes.»

As palavras do Papa são confirmadas por um artigo que o Der Spiegel (que, para os mais distraídos, é um jornal bastante liberal de costumes) que, no passado mês de Julho publicou um artigo com o título: The Sexual Revolution and Children, How the Left Took Things Too Far.

Neste artigo, explica-se como na Alemanha, a seguir à revolução de 68, houve um movimento que procurou legalizar a pedofilia, defendendo que era totalmente consentânea com o modernismo. Hoje vivemos os frutos desse tempo. E o Papa está certo: a situação actual tem as suas raízes nesses quase longínquos anos 70.

Um Papa tímido e sem medo

Por P. António Rego

Será exagero, ou talvez não. A entrevista que Bento XVI concedeu ao jornalista Peter Seewald diz mais sobre a sua visão do mundo, da história e do hoje, que o conjunto dos seus discursos. Exprime melhor a sua fé que os seus tratados de teologia. Define melhor o homem, o padre, o cidadão e o Papa que as imagens televisivas mais próximas dos momentos solenes do Sumo Pontífice. Porquê? Porque abre o coração de Joseph Ratzinger a um olhar íntimo, não esquematizado por ele mas pelas observações e perguntas que o jornalista lhe lança, envolvendo-o sempre na sua história pessoal e não na esfinge a que muitas vezes a imagem pública o condena.

Sabendo embora que são muitas horas de diálogo, que o Papa não deixa escapar qualquer resposta impensada, que o texto foi revisto para aperfeiçoamento de algumas referências factuais, sobressai em toda a conversa um homem que nunca separa o seu pensamento da sua história pessoal. Nada parte dum laboratório irreal mas duma reflexão experimentada da vida, da Igreja, de Deus, do homem, de Jesus Cristo, da história do mundo e dele próprio. Aprofunda o que pensa, deixa soltar algumas dúvidas sobre a forma de agir, exprime a sua concepção de poder enquadrado na sua actuação como Papa, pratica a colegialidade "como trabalho de equipa", mostra a importância e a limitação da Cadeira de Pedro, conversa com todo o rigor teológico e sentido pragmático. Sucede não a soberanos mas ao Pescador. Manifesta de forma luminosa a paixão de harmonizar razão e fé, não esconde alguma timidez sem qualquer tipo de medo em afirmar a verdade como obsessão. É um tímido sem medo de ninguém que até gosta dos adversários. Conhece o sofrimento e sabe que é este que tempera a alma e a desprende do relativo.

Mas diz também que não é um homem de gabinete, que conhece e acompanha o mundo, não volta a cara aos sinais dos tempos, não se conforma com a cultura que quer viver sem Deus. Propõe vigorosamente a urgência da conversão, sem qualquer azedume para com a modernidade. E, sem qualquer tom catastrófico, admite que a Terra corre verdadeiro risco de sobrevivência sem dar por isso.

Mais afeito às análises que às sínteses consegue derramar, nas poucas palavras que profere, todos os seus compêndios, numa espécie de oceano lógico, teológico e humano que o habita. Não diz tudo o que pensa, mas dá a impressão que nada do que pensa fica por dizer. E deixa - outro recato - o espaço aberto a quem dele discorda em qualquer matéria. Com a coragem de dizer que não é infalível.

Fascinante este horizonte de homem, crente, cristão e Papa no abrir dum novo ano. Onde se não devem esconder os medos e perturbações. Mas onde prevalece a serenidade e a esperança. De quem reconhece a medida do tempo e o afronta com a eternidade.

3.1.11

Um milhão... e um silêncio ensurdecedor

Ontem, 3 de Janeiro de 2011, na Praça Colon, em Madrid, foi celebrada uma Missa, na qual participaram, segundo os meios de informação espanhóis, um milhão de pessoas. A iniciativa, que se repete pela quarta vez, teve como tema A família cristã, esperança para a Europa, e foi promovida pela Diocese de Madrid.

Repito: participaram um milhão de pessoas! (E isto, usando como fonte um jornal nada católico como o El País).

E, no entanto, nos meios de comunicação social cá do burgo, nem uma referência, nem uma palavra. Se fosse um concerto de música, ou um jogo de futebol (o último jogo entre Barcelona e Real Madrid teve apenas 90 mil espectadores ao vivo), teríamos tido direito a directos, várias reportagens ao longo de mais de um dia.

2.1.11

Humildade

«No final, o que falta é a humildade autêntica, que sabe submeter-se ao que é maior, mas também a coragem genuína, que leva a crer naquilo que é verdadeiramente grande, mesmo que se manifeste num Menino inerme. Falta a capacidade evangélica de ser criança no coração, de se admirar e de sair de si mesmo para seguir o caminho indicado pela estrela, o caminho de Deus. Porém, o Senhor tem o poder de nos tornar capazes de ver e de nos salvarmos. Então, queremos pedir-lhe que nos dê um coração sábio e inocente, que nos permita ver a estrela da sua misericórdia e seguir o seu caminho, para O encontrar e ser inundados pela grande luz e pela verdadeira alegria que Ele trouxe a este mundo.»

Bento XVI, Homilia, 2010.01.06

1.1.11

Transparência

«Exorto-vos a examinar a vossa consciência, a assumir a vossa responsabilidade dos pecados que cometestes e a expressar com humildade o vosso pesar. O arrependimento sincero abre a porta ao perdão de Deus e à graça do verdadeiro emendamento. Oferecendo orações e penitências por quantos ofendestes, deveis procurar reparar pessoalmente as vossas acções. O sacrifício redentor de Cristo tem o poder de perdoar até o pecado mais grave e de obter o bem até do mais terrível dos males. Ao mesmo tempo, a justiça de Deus exige que prestemos contas das nossas acções sem nada esconder. Reconhecei abertamente a vossa culpa, submetei-vos às exigências da justiça, mas não desespereis da misericórdia de Deus.»
Bento XVI, Carta, 2010.03.19

Transparência é uma das palavras que melhor define as muitas intervenções do Papa Bento XVI no ano de 2010, nos mais variados temas. O «motu proprio» para a prevenção de actividades ilegais em assuntos financeiros e monetários é mais um exemplo.