25.10.10

Presidente do Conselho Pontifício da Cultura preside a missa na igreja de Santo António dos Portugueses

A missa do dia da Padroeira de Portugal, Imaculada Conceição, que se celebra na igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, vai ser presidida pelo presidente do Conselho Pontifício da Cultura, D. Gianfranco Ravasi, refere o jornal Voz Portucalense.

D. Gianfranco Ravasi, que vai ser nomeado cardeal por Bento XVI a 20 de novembro, tinha estado na igreja de Santo António dos Portugueses a 7 de dezembro de 2008 para a bênção do novo órgão.

Na homilia que proferiu durante a missa, o prelado começou por afirmar que Lisboa "constitui certamente um dos grandes símbolos da beleza e do fascínio europeu".

"Num mundo marcado e dominado por tanta brutalidade, cheio de superficialidade e de ruído, procuramos encontrar a harmonia exterior do belo e, ao mesmo tempo, a harmonia interior que na música atinge o seu vértice", disse.

"A música – salientou – é o sinal da harmonia humana e da presença de Deus no meio de nós", pelo que "as harmonias que saírem deste novo órgão" falarão da "beleza humana e, ao mesmo tempo, da de Deus, ou seja, da beleza transcendente."

In http://www.snpcultura.org/breves_index.html

20.10.10

Colégio Cardinalício: notas históricas

O Colégio de Cardeais é uma instituição eclesiástica. Na sua origem, está o grupo de Diáconos, Presbíteros e Bispos que, durante grande parte do primeiro milénio, sob vários títulos, eram os colaboradores do Papa no governo da Diocese de Roma.

Os Diáconos, originariamente, eram sete, a cada qual correspondia uma das sete regiões eclesiásticas nas quais estava dividida a cidade de Roma, e assumiam funções litúrgicas, administrativas e de assistência social.

Os Presbíteros, que começaram por ser 25 e depois passaram a 28, assumiam o serviço nas Basílicas Maiores e noutras Igrejas de Roma, das quais estavam encarregues (incardinados: daqui nasce o nome cardeal).

Os Bispos, regiam as sete Dioceses à volta da cidade de Roma, que se chamavam suburbicárias; a partir do séc. V, a estes Bispos foram confiadas as funções litúrgicas na Basílica de S. João de Latrão, em Roma, passando, por conseguinte, a estar incardinados em Roma.

A partir de 1059, os Cardeais assumem a função exclusiva da eleição do Sumo Pontífice.

Desde 1150, os Cardeais passam a formar um Colégio, com um Decano (Cardeal-Bispo titular da Diocese de Óstia), e um Cardeal Camerlengo, que assume a função da administração dos bens. A partir desta altura, passa a haver Cardeais que residem fora da cidade de Roma.

Ao longo do tempo, o número dos Cardeais foi variando, entre os trinta e os setenta. Doi o Papa Sisto V que, em 1586, determina que os Cardeais deverão ser 70: 6 da ordem dos Cardeais-Bispos; 50 da ordem dos Cardeais-Presbíteros; 14 dos Cardeais-Diáconos.

Este número foi-se mantendo ao longo dos séculos, até que, em 1958, o Papa João XXIII alterou essa regra, abrindo a possibilidade que fossem nomeados mais do 70 Cardeais. Além disso, o mesmo João XXIII, estabeleceu, em 1962, com o Motu proprio Cum gravíssima, estabeleceu que todos os Cardeais deveriam estar revestidos da dignidade episcopal.

Paulo VI também estabeleceu algumas regras relacionadas com o Colégio Cardinalício:
a) decidiu que os Patriarcas Orientais também deveriam fazer parte do Colégio (Motu proprio Ad Purpuratorum Patrum, de 11 de Fevereiro de 1965);

b) decidiu que, ao chegar so 80 anos, os Cardeais cessam de ser Membros dos Dicastérios da Cúria Romana e de todos os Organismos Permanentes da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano;

c) decidiu que, ao atingir os 80 anos, os Cardeais perdem o direito de eleger o Sumo Pontífice
e, portanto, também o direito de participar no Conclave (Motu próprio Ingravescentem aetatem, a 21 de Novembro 1970);

d) estabeleceu que o número máximo de Cardeais eleitores será de 120 (Concistório de 1973).

O Papa João Paulo II confirmou, na Const. Apostólica Universi Dominici gregis de 22 de Fevereiro de 1996, as disposições do seu predecessor Paulo VI, dispensando, no entanto, da obrigação da eleição do Sumo Pontífice pela maioria de dois terços dos votos no caso de, após um certo número de votações, ainda não ter sido possível ter êxito nas votações.

O Santo Padre Bento XVI, a 11 de Junho de 2007, com o Motu proprio "De aliquibus mutationibus in normis de electione Romani Pontificis", confirmou as decisões dos seus Predecessores, excepto na questão da votação, voltando a impor a necessidade que o Sumo Pontífice seja eleito por dois terços dos votos em qualquer dos casos.

Também publicado AQUI

18.10.10

Quem quer tornar-se sacerdote...

Quem quer tornar-se sacerdote, deve ser sobretudo um «homem de Deus», como o apresenta São Paulo (1 Tm 6, 11). Para nós, Deus não é uma hipótese remota, não é um desconhecido que se retirou depois do «big-bang». Deus mostrou-Se em Jesus Cristo. No rosto de Jesus Cristo, vemos o rosto de Deus. Nas suas palavras, ouvimos o próprio Deus a falar connosco. Por isso, o elemento mais importante no caminho para o sacerdócio e ao longo de toda a vida sacerdotal é a relação pessoal com Deus em Jesus Cristo.

Bento XVI, Carta aos seminaristas, 2010.10.18

13.10.10

13 de Outubro



Senhora, nós Vos louvamos, P. Manuel Faria, interpretado pelo Grupo Ançã-ble, na Igreja de S. António dos Portugueses, em Roma

5.10.10

Artigo do Prof. Gabriel Magalhães

Columpios Republicanos, por Prof. Gabriel Magalhães

Columpios republicanos

2.10.10

Abertura de Ano lectivo do Instituto Superior de Teologia

Apesar de haver menos padres em Portugal, "há mais leigos conscientes", que podem assumir tarefas pastorais defende o bispo de Viseu

“A Igreja não são os padres. Há que apostar numa intercomunhão entre os elementos diversos da Igreja: padres, leigos, religiosos. Todos os batizados são Igreja”, defendeu Ilídio Leandro. O prelado falava à margem da sessão de abertura do novo ano lectivo no Instituto Superior de Teologia de Viseu.

Ali estudam 34 alunos de quatro dioceses: 10 de Viseu, cinco de Bragança, sete da Guarda e 12 de Lamego.Um número que é “muito diminuto para as necessidades”, disse à Lusa. Também o número de seminaristas é menor, e “proporcional ao que se passa na sociedade”.

No futuro, “não haverá tantos padres para irem realizar uma missão, que até agora estava quase ligada aos padres, mas há muitos leigos que são cristãos”, afirmou. O trabalho com os leigos pode proporcionar uma vivência cristã de modo a que os jovens possam sentir o apelo sacerdotal.