15.9.10

"Et portae inferi non praevalebunt..." (Mt 16, 18)

" E as portas do inferno não prevalecerão contra ela".

Ao longo destes dias que precedem a visita do Santo Padre Bento XVI ao Reino Unido, tenho-me lembrado especialmente destas palavras. A preparação da viagem tem sido uma aventura emocionante. Os protestos que se elevam são um desafio para os crentes, pois estão a obrigar os católicos ingleses a saírem do seu comodismo e a defenderem o Papa, a Igreja, a sua fé e, no fim de contas, o próprio modo de encarar a vida e a eternidade.

O Reino Unido, pelas suas raízes e pelo seu importantíssimo papel ao longo da história, é uma nação fascinante, e com uma visibilidade acima da média. Talvez isso explique, em parte, a acesa troca de argumentos que, desde o anúncio da visita do Papa, tem acontecido. Independentemente do número de pessoas que venha a estar directamente com Bento XVI, e muito para além dos episódios concretos (venda de bilhetes, folhetos sobre a Santa Missa, etc.), a primeira batalha já está ganha: há muito mais pessoas hoje com vontade de ouvir o que o Papa vai dizer do que há algumas semanas atrás. Num país cuja indiferença para com a religião atinge máximos históricos, a barreira do indiferentismo está a ser largamente ultrapassada.

Esta viagem será histórica: por ser a primeira visita de estado de um Papa ao Reino Unido; pelos locais onde Bento XVI proferirá as suas homilias e discursos; pelo número de profissionais da comunicação social envolvidos; mas, sobretudo, porque nunca, como hoje, o Papa teve uma tão grande ressonância. Quase parece que, quanto mais o atacam, mas atenção lhe prestam.