20.11.09

O que pensa a Igreja sobre o casamento homossexual?


A Igreja ensina que o respeito para com as pessoas homossexuais não pode levar, de modo nenhum, à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal das uniões homossexuais. O bem comum exige que as leis reconheçam, favoreçam e protejam a união matrimonial como base da família, célula primária da sociedade. Reconhecer legalmente as uniões homossexuais ou equipará-las ao matrimónio, significaria, não só aprovar um comportamento errado, com a consequência de convertê-lo num modelo para a sociedade actual, mas também ofuscar valores fundamentais que fazem parte do património comum da humanidade. A Igreja não pode abdicar de defender tais valores, para o bem dos homens e de toda a sociedade.

Congregação para a Doutrina da Fé, Considerações sobre os projectos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais, n. 11

Vale a pena ler este Documento na íntegra. Apresenta uma exposição objectiva sobre o que a Igreja pensa sobre o tema da homossexualidade e da união entre pessoas do mesmo sexo.

19.11.09

O Magistério é a luz da Teologia

«O Magistério não é um entrave à Teologia. Pelo contrário, é o seu aliado, o seu interlocutor e, por assim dizer, a sua luz.

A Teologia é um serviço fundamental na Igreja, mas ela própria sabe que o carisma da interpretação válida da Revelação foi confiado a Pedro e aos Apóstolos em união com Pedro.

Em causa não está, pois, o poder ou a influência. Em causa está a fé. É aqui, aliás, que Joseph Ratzinger encontra a distinção entre Ciência da Religião e Teologia. Enquanto aquela se norteia prioritariamente pela razão, esta guia-se sempre pela fé.

E é na fé que encontramos explicação para tudo. Especialmente para o que desponta como (humanamente) inexplicável.»

Cón. Doutor João António Pinheiro, in Douro Hoje, 2009.11.19

Alegações em defesa do matrimónio natural

Estamos em pleno debate sobre o "casamento" homossexual. É mais uma oportunidade para formar as pessoas sobre o verdadeiro significado do matrimónio.

Nesse sentido, esta conferência do P. Doutor Gonçalo Portocarrero de Almada pode ser muito esclarecedora.

(Via Logos)

16.11.09

Requiem - Algumas dicas para o meu funeral

«Reverendíssimo Senhor Padre

Fico-lhe muito grato por celebrar as minhas exéquias e peço-lhe desde já que me desculpe pelo facto de não me levantar para o cumprimentar, mas a rigidez do meu cadáver não me consente essa deferência para com V. Revª. Quero crer que, depois da ressurreição dos mortos, o possa fazer, retribuindo então a gentileza desta celebração exequial.

Como sabe, não foi escolhido por ser o meu mais estimado irmão no sacerdócio mas, pelo contrário, por ser aquele que menos me apreciava e por isso também o que melhor me conhecia e aquele com quem eu mais concordava. Quis assim evitar a tolice, hoje muito em voga, do elogio fúnebre que, para além de vã, é idolátrica, na medida em que transfere para a criatura o louvor que é devido ao Criador. Não permita pois, Senhor Padre, que se profane a celebração litúrgica com evocações de familiares e amigos. Esse «culto dos mortos» é uma reminiscência pagã que não tem cabimento numa liturgia cristã, que é única e exclusivamente a celebração do Deus vivo. Peça-lhes antes que me perdoem as minhas muitas faltas e que sufraguem a minha alma, sobretudo mandando celebrar o Santo Sacrifício do Altar por todas as almas do purgatório.

Ao contrário dos que presumem a entrada imediata no Céu e, por isso, dispensam as orações pelos fiéis defuntos, tenho consciência de que só pela misericórdia de Deus me poderá ser concedida a graça de uma posterior purificação, que poderá ser abreviada com as orações, sacrifícios e indulgências de quem tiver por bem rezar pela minha alma. Bem hajam!

Não quero outras flores que as que ornamentem o Sacrário ou as que se coloquem aos pés de Nossa Senhora. Não quero luto, nem lágrimas, não quero gravatas pretas nem vestes sombrias, porque sei que não me aguarda um Juiz impiedoso, mas um Pai pródigo em amor e rico em misericórdia. É n’Ele que eu espero e é para Ele que, pela sua graça, eu vou, com a antecipada alegria de um encontro ardentemente desejado.

Queria ainda pedir-lhe um favor: não fale da morte porque, como sabe melhor do que eu, a morte não existe para um cristão. Fale da vida e da Vida: da etapa terrena da existência humana e da sua dimensão definitiva, na eternidade de Deus. Sim, fale sobretudo de Deus: quanto tempo se perde a falar do que não é nada e que pouco o tempo para pregar Aquele que é tudo!

Permita-me ainda uma última recomendação: se alguém lhe perguntar de quem é o corpo a que se vai dar cristã sepultura, até que seja chegado o momento do juízo final e da ressurreição da carne, em que firmemente creio, diga apenas que este meu corpo que aí jaz mais não é do que a mortalha de um pobre pecador, de um padre qualquer que amava apaixonadamente Cristo e a sua Igreja e que pede a esse seu irmão na fé a esmola de uma oração.

Pela mesma razão já acima invocada, ainda não é desta que beijo a mão de Vossa Reverência, de quem sou, muito grato e obrigado,

P. Gonçalo Portocarrero de Almada»

Via Infovitae

9.11.09

Constituição Apostólica sobre Grupos Anglicanos

Foi hoje publicada a Constituição Apostólica "Anglicanorum coetibus", com as normas relativas à admissão, na Igreja Católica, das comunidades anglicanas que desejarem entrar em plena comunhão com o Sucessor de S. Pedro.

Esta constituição não é o fim, mas sim o início de um percurso de fé e de esperança; é o culminar de um processo de conversações, mas é o princípio de um caminho que trará de volta a casa um elevado número de fiéis que reconhecem, na Igreja católica, a sua verdadeira casa.

Além da constituição, foram também publicadas umas Normas complementares sobre o funcionamento dos Ordinariatos pessoais, que são a figura jurídica escolhida pelo Santo Padre para acolher aqueles que desejam voltar à comunhão com a Igreja Católica.