17.8.09

Nomeações

Os momentos que precedem e sucedem às nomeações por parte do Sr. Bispo, trazem, frequentemente, notícias destas. Houve casos mais ou menos semelhantes, em anos passados, um pouco por todo o país. O mesmo acontece lá fora.

A Igreja é um dos locais onde mais se fala de obediência. É fácil, humanamente falando, apegarmo-nos às pessoas e às instituições. Difícil é mostrarmos a essas pessoas que não nos devem seguir a nós, mas sim a Jesus.

É fácil, quando nos pedem para mudar, mostrar publicamente a nossa resistência. Difícil é sair sem fazer ondas, sem mostrar preferências, sobretudo quando as mesmas são em sentido contrário à indicação que nos dão.

É fácil olhar para um pedido de mudança com olhos de conspiração. Difícil é obedecer sem apontar culpas, sem lamentos e sem olhar para trás já tendo a mão no arado.

Não ponho em causa o trabalho meritório do sacerdote em questão. Refiro-me à facilidade de serem criadas situações destas que não ajudam nem as pessoas, nem a autoridade eclesiástica nem a salvação das almas. E é esse o trabalho sacerdotal: salvar almas e não alimentar o nosso ego.