21.7.09

A Igreja e a Gripe A

A Pastoral da Saúde dirigiu a todos os sacerdotes um ofício com Orientações para as Comunidades Cristãs. O ofício, com recomendações específicas, não só em matéria de higiene, mas também em matéria litúrgica, tem uma versão original (datada de 15 de Julho), à qual foi acrescentado uma Nota.

Esta Nota que foi acrescentada deve-se ao comunicado contundente do Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa, publicado a 17 de Julho, no site do Patriarcado e, posteriormente, reproduzido na Agência Ecclesia e demais órgãos de informação.

O que está em causa não é quem é a autoridade competente para dar normas litúrgicas, mas sim que todos devemos colaborar para que a gripe A, já de per si, altamente contagiosa, não assuma proporções maiores do que aquelas que inevitavelmente vai ter.

É, por outro lado, necessário ter em conta que, a Pastoral da Saúde emite as Orientações dentro de um contexto muito diferente daquele que vive o interior. Em Lisboa, a realidade da Gripe A aparece muito mais dramática do que no interior. Por isso, em concreto nos meios rurais, não se torna imperativo pedir às pessoas que comunguem na mão, ou abolir o rito da paz (algo que, vários sacerdotes, até já faziam antes deste surto de gripe).

Se a comunhão é dada sem pressas, com dignidade e com o cuidado necessário (usando, por exemplo, hóstias um pouco maiores), não há um maior risco de contágio se a comunhão for dada na mão ou na boca. Aliás, o exemplo do Papa, que dá a comunhão aos fiéis estando estes de joelhos leva a que a comunhão seja dada com menos pressa e numa posição mais cómoda ao celebrante.

Além disso, torna-se necessário referir que, as assembleias de culto são locais muito menos perigosos do que outros tipos de reunião de pessoas (como possam ser as festas populares, eventos desportivos, etc.) para a propagação da doença. Pelo que, é consequente que, quem apoia estas orientações da Pastoral da Saúde também recomende aos namorados e casados que não se beijem, aos jovens que tenham uma conduta de respeito pela virtude da pureza e que sejam evitados todos os comportamentos de infidelidade conjugal.