27.6.09

Pe. Manuel Rodrigues Linda nomeado Bispo Auxiliar de Braga


É tornada hoje pública a nomeação do Rev. Sr. Pe. Manuel Rodrigues Linda para Bispo auxiliar da Arquidiocese de Braga. Actualmente, é Reitor do Seminário Maior de Vila Real.

«O sacerdote tem 53 anos de idade e é natural de Paus, freguesia do concelho de Resende, distrito de Viseu e diocese de Lamego. É padre desde 1981. Estudou na Faculdade de Filosofia de Braga, onde terminou a Licenciatura em Humanidades, e também em Roma e Madrid, onde recebeu o grau de Doutor em Teologia Moral. Desde 1982 faz parte do Conselho Presbiteral da diocese de Vila Real. Em 2001 foi nomeado Vigário Episcopal para a Cultura e membro do Colégio de Consultores, cargos que ainda ocupa.»

In Diário do Minho

Ao novo Bispo desejo as maiores felicidades no novo ministério que lhe é confiado.

26.6.09

Duas qualidades importantes

Por Huston Smith

"Aqueles que primeiro ouviram os discípulos de Jesus proclamar a Boa Nova [da sua Ressurreição] ficaram impressionados tanto por aquilo que viam como por aquilo que ouviam. Viram vidas transformadas - homens e mulheres vulgares, excepto no facto de que pareciam ter encontrado o segredo de viver. Emanavam uma tranquilidade, simplicidade e alegria nunca vistas. Aqui estavam pessoas que tinham sucesso numa empresa na qual todos gostariam de ter sucesso - a da própria vida.

Especificamente, duas qualidades pareciam abundar nelas. A primeira era o respeito mútuo. Uma das primeiras observações acerca dos cristão registada por um observador independente foi "Vejam como estes cristãos se amam mutuamente". Como parte deste respeito mútuo, existia uma ausência total de barreiras sociais entre eles; era "uma comunidade de iguais", como escreveu um estudioso do Novo Testamento. Aqui estavam homens e mulheres que não apenas diziam que todos eram iguais aos olhos de Deus, como viviam de acordo com o que diziam. As barreiras convencionais de raça, género, e estatuto não significavam nada para eles, porque em Cristo não havia nem judeu nem gentio, masculino ou feminino, escravo ou homem livre. Em consequencia, a despeito de diferenças nas funções ou posições sociais, a sua união era caracterizada por um sentimento de genuína igualdade."

In The World´s Religions, S. Francisco: Harper, 1961, pp. 331-332

Via Pedro Arroja, in Portugal Contemporâneo

25.6.09

Eu, pecador, me confesso...


Ao longo do ano, há momentos litúrgicos fortes que levam um sacerdote a convidar com mais intensidade os fiéis a aproximarem-se do Sacramento da Reconciliação.

Admiro sinceramente os meus irmãos no sacerdócio: a sua coragem, tenacidade, generosidade. Entre os sacerdotes, há verdadeiros heróis, que consomem todas as suas forças para anunciarem o Evangelho, para estarem ao lado dos mais pobres e marginalizados, pela disponibilidade que demonstram para acolherem a todos, com os quais têm uma palavra amiga, de compreensão.

No entanto, é muito cómodo olhar a Confissão e pensar que só serve para os outros, que um sacerdote só precisa de longe a longe. Pessoalmente, olho para a minha vida e, ao lado de umas poucas coisas boas, vejo tantas misérias, tantas faltas de generosidade e de correspondência... Por isso, não tenho qualquer repugnância em dizer que todas as semanas me confesso. A confissão semanal ajuda-me a ser mais misericordioso com as faltas dos outros; ajuda-me a manter viva a minha luta pessoal por não voltar a ofender mais a Nosso Senhor, por procurar que a minha vida seja o mais transparente possível para que os outros, em mim, possam ver a luz de Cristo. Sei que voltarei a pecar, que O voltarei a ofender, não por maldade, mas por miséria e fraqueza. No entanto, desde há vários anos, que me servem de lição as palavras do Santo Cura d'Ars, referidas pelo Santo Padre Bento XVI na última carta que dirigiu aos sacerdotes: «O bom Deus sabe tudo. Ainda antes de vos confessardes, já sabe que voltareis a pecar e todavia perdoa-vos. Como é grande o amor do nosso Deus, que vai até ao ponto de esquecer voluntariamente o futuro, só para poder perdoar-nos!»

Não pretendo dar lições a quem quer que seja. Mas, se neste Ano Sacerdotal, nós, sacerdotes, redescobríssemos o valor da Confissão também para nós, estaríamos em melhores condições para ajudar todos os fiéis a amar mais a Jesus Cristo.

23.6.09

"Eu assumo"

1. Peço que me desculpem os leitores mais conservadores, a quem esta minha confissão pública possa chocar.

Peço que se acolha esta minha declaração com tolerância, que é a virtude cívica que se define como indiferença ante o bem e o mal, e que, por isso, proíbe terminantemente qualquer imposição ou condenação em termos morais.

Peço para mim e para todos os que sentem na pele o estigma de uma excepção que nos foi imposta pela natureza, à revelia da nossa vontade, uma plena integração social, pondo assim termo à injusta discriminação a que fomos expostos e que continuamos a padecer.

Peço e exijo que, em nome da igualdade, se nos aceite como somos: iguais na diferença e diferentes na igualdade.

2. Desde que tive consciência desta minha particularidade de género, experimentei a segregação a que todos os que partilhamos esta condição somos, por regra, expostos. Com efeito, qualquer tímida manifestação desta nossa anormalidade – que o é, convenhamos, em termos estatísticos – é logo censurada por severos olhares que, não obstante a sua mudez, nos gritam o drama da nossa reprimida singularidade genética.

Mas hoje, finalmente, graças à abertura e compreensão dos nossos governantes, que parecem não ter outra preocupação que não seja a de pôr termo a estas injustiças atávicas, tomei a decisão de me assumir publicamente: sim, sou canhoto! Afirmo-o pela primeira vez sem complexos, diria que com orgulho até, disposto mesmo a desfilar numa triunfal canhotos’ pride parade!

3. Cônscio de que a democracia está incompleta enquanto não nos forem dados os mesmos direitos que já usufruem os dextros, não posso deixar de fazer algumas reivindicações. A saber:
Exijo que o Estado financie as operações de mudanças de braços e mãos, pernas e pés, de todos os canhotos que queiram mudar de género!

Exijo que todas as cadeiras dos anfiteatros tenham igualmente amplos os apoios dos dois braços, e não apenas o direito, como pretende a maioria fascizante dos dextros!

Exijo que nós, os canhotos, tenhamos direito a carros com o travão de mão à esquerda e os pedais invertidos (com perdão!), pondo assim termo à imposição, por parte da indústria automóvel, de um único modelo comportamental!

Exijo que as autarquias reconheçam o nosso inalienável direito a circular pela esquerda, criando um itinerário alternativo canhoto (IAC)!

Exijo que seja despenalizada, para os canhotos, a condução em contra-mão e que sejam imediatamente amnistiados todos os esquerdinos que, por este motivo, já foram hipocritamente condenados por tribunais dominados pelos dextros!

Exijo que o trecho bíblico que coloca à esquerda de Deus os condenados e à sua direita os bem-aventurados, seja alterado, de modo que se não possa associar aos esquerdinos nenhuma humilhante inferioridade de género.

Exijo que a expressão «cruzes, canhoto!» e outras análogas sejam criminalizadas, pelo seu evidente cunho canhotofóbico.

E, claro, exijo também o direito à adopção de crianças dextras por casais esquerdinos!

4. Graças ao carácter fracturante desta minha proposta, que suponho também assumida por todos os outros cidadãos da mesma condição, quero crer que será acolhida favoravelmente por todos os partidos políticos que têm pugnado pela igualdade de género. Afinal de contas nós, os canhotos, também somos de esquerda, não é?

P. Gonçalo Portocarrero de Almada, in Jornal Voz da Verdade

17.6.09

Indulgências para o Ano Sacerdotal


A Congregação para o Clero emitiu uma Nota com a concessão de especiais indulgências para o Ano Sacerdotal, não só para os Sacerdotes mas também para todos os outros fiéis.

Pode consultar o texto AQUI ou AQUI.

10.6.09

Peregrinação ao Santuário da Lapa

Desde há uns anos a esta parte que, no dia 10 de Junho, muitas Paróquias da Diocese rumam ao Santuário de Nossa Senhora da Lapa, em Quintela da Lapa, concelho de Sernancelhe. É um dos Santuários mais antigos do país dedicado a Nossa Senhora.

Neste dia, a partir das 10h00, as cruzes paroquiais vão em procissão desde o cruzeiro até ao Santuário, enquanto se reza ou canta a Ladaínha de todos os Santos, ou outras orações.

Hoje não foi excepção. A Santa Missa, presidida pelo Sr. Bispo, está marcada para o meio dia. Apesar de uma chuva insistente e de um vento frio, impressiona a quantidade de pessoas que hoje veio à Lapa. Impressiona-me a piedade sincera e o modo filial de recorrerem à Santa Mãe do Céu.

E, com o pensamento nas actividades paroquiais do Verão, pela pessoa e intenções do Santo Padre e do nosso Bispo, pelos nossos Seminários, também eu rezo: Senhora da Lapa, rogai por nós!

8.6.09

Correspondência de João Paulo II


Há várias semanas que ecoam, em vários meios de comunicação, informações que o processo de beatificação de João Paulo II está a ser mais moroso devido à publicação da correspondência que o Pontífice manteve com a Sra. Wanda Poltawska, psiquiatra polaca. Os próprios títulos das notícias deixam uma certa dúvida sobre os factos.

No entanto, depois de ser possível aceder a todas as informações, torna-se claro que não há nada nesse epistolário que seja menos positivo de João Paulo II. Pelo contrário, nessas cartas manifesta-se uma amizade pura e muito sacerdotal por parte do Santo Padre.

Esta publicação mereceu alguns reparos por parte do antigo Secretário pessoal de João Paulo II, Card. Stanislaw Dziwisz, não pelo seu conteúdo, mas sim porque, no parecer do actual Cardeal de Cracóvia, é correspondência particular que não deveria ser publicada sem o consentimento mútuo de ambas as partes.

O problema para o processo de beatificação está no facto de a Dra. Poltawska recomendar ao Santo Padre que não nomeasse como Bispos alguns sacerdotes que ela, como psiquiatra, sabia terem problemas não resolvidos (na esfera afectiva e sexual). Alguns desses nomes foram propostos ao Santo Padre para serem nomeados como Bispos de várias dioceses da Polónia.

Como se constata, por vezes os títulos sensacionalistas podem induzir o leitor em erro.

6.6.09

Congregação para o Clero com novas faculdades

Informações pouco precisas
Ao longo dos últimos dias, várias agências informativas referem que o Santo Padre concedeu à Congregação para o Clero novas faculdades para agilizar a concessão da dispensa das obrigações sacerdotais e do celibato a sacerdotes que tenham abandonado o ministério sacerdotal.

No entanto, as informações vindas a público são um pouco confusas. Além de não ser possível, até à data, ter acesso ao documento original com o qual o Santo Padre concede as novas faculdades à Congregação, os vários órgãos de informação referem a possibilidade dos Bispos e a Congregação concederem tal dispensa administrativamente, sem um processo judicial (tal como está previsto no Código).

O tema é sensível. Em primeiro lugar, pela importância do Sacramento da Ordem. O carácter que imprime, à semelhança do Baptismo, é indelével. O sacerdote, depois de ordenado, é sacerdote para a eternidade.

Em segundo lugar, ninguém tem a perseverança assegurada. Ao lado de uma imensa maioria de sacerdotes fiéis, há um pequeno número que abandonou o ministério pelos mais variados motivos. Neste segundo grupo, há sacerdotes que constituíram família e criaram laços de justiça que são permanentemente impeditivos de regressarem ao exercício do ministério. E é, precisamente, para tomar decisões em relação a estes sacerdotes que a Congregação tem novas competências.

As novas faculdades da Congregação
Hoje, Mons. Mauro Piacenza, Secretário da Congregação do Clero, explica quais são, em concreto, as novas faculdades da Congregação para o Clero.

Em primeiro lugar, afirma que as novas faculdades da Congregação foram concedidas expressamente pelo Santo Padre no passado dia 30 de Janeiro.

Em segundo lugar, o princípio fundamental que guia a concessão destas faculdades por parte do Santo Padre é a salus animarum, a salvação das almas.

Em terceiro lugar, as novas faculdades da Congregação para o Clero, são:
a) a faculdade de proceder à demissão do estado clerical in penam, ou seja, dispensando das obrigações derivadas da ordenação sacerdotal dos clérigos que tenham realizado casamento civil. Se, depois de admoestados, continuarem com uma conduta irregular à luz da lei da Igreja, os sacerdotes culpados de graves pecados externos contra o sexto mandamento, terão, como pena, a demissão do estado clerical.

b)a possibilidade de proceder à demissão do estado clerical em casos gravíssimos e cujo escândalo cause grave dano às almas, não por via judicial (como actualmente prevê o Código), mas sim por via administrativa, salvaguardando o direito de defesa, que deve ser sempre assegurado (mesmo procedendo por via administrativa).

c) a faculdade de declarar a perda do estado clerical daqueles sacerdotes que tenham abandonado o ministério há cinco anos consecutivos e que persistam na ausência voluntária e ilícita do ministério.

Fonte: Radio Vaticana

Clero da Diocese de Lamego peregrina ao Santuário de Fátima

No próximo dia 6 de Julho, os sacerdotes da Diocese de Lamego estão convidados a peregrinar ao Santuário de Fátima.

A iniciativa, organizada pelos Srs. Padres António Ferreira, Leontino Alves e José Rebelo, contará com a presença do Sr. Bispo, D. Jacinto Botelho, e insere-se no Ano Sacerdotal, convocado pelo Santo Padre e que terá início no próximo dia 19 de Junho.

Nota da Comissão Episcopal para a Educação Cristã

Há 5 anos, a Santa Sé e o Estado português assinaram uma Concordata, que pretende regular as relações entre ambos os Estados. A Igreja Católica em Portugal tem, portanto, um  instrumento jurídico que funciona como quadro legal nas suas relações com o Estado português.

No entanto, o texto da Concordata, em muitos casos, remanda para uma posterior regulamentação por parte do Estado português. Por isso, não admira que o Governo emita recomendações unilaterais relativamente a um conjunto de assuntos que afectam a Igreja Católica, desrespeitando negociações e acordos.

Portanto, não admira que Comissão Episcopal da Educação Cristã emita uma Nota de repúdio perante a situação vivida pelos professores de Educação Moral e Religiosa Católica

5.6.09

Relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque passaram por Lamego

As relíquias dos Santos não são objectos do passado. São lembrança do desafio que nos é lançado no presente: a busca da santidade pessoal.

As relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque (a rótula de um joelho e uma costela) peregrinam pelo país. Lamego acolheu-as no dia 04 de Junho, pelas 11h, na Sé Catedral. 

Durante a tarde, houve um momento de oração, promovido pelo Secretariado Diocesano do Apostolado de Oração e pelo Secretariado Diocesano das Vocações.

Pelas 18.30h, teve lugar a Santa Missa, presidida pelo Sr. Reitor do Seminário, Sr. Cón. João António. Os demais formadores e seminaristas também tomaram parte. Na sua brilhante homilia, o Sr. Reitor incentivou a todos a permanecer no amor que brota do Sagrado Coração do Redentor.

No dia 5 de Junho, sexta feira, cerca de dezena e meia de sacerdotes concelebraram com o Sr. D. Jacinto Botelho a Santa Missa votiva do Sagrado Coração de Jesus. Na Sé, um considerável número de fiéis participou na Eucaristia.


"Que a visita das relíquias de Santa Margarida não sejam apenas um acontecimento histórico", pediu o Prelado de Lamego, que a todos animou a renovar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.
Depois da Santa Missa, foi o Secretariado Diocesano da Mensagem de Fátima a promover uma reflexão. 

Pelas 15h, as relíquias deixaram Lamego a caminho da Diocese de Bragança-Miranda.

1.6.09

«Não há católicos progressistas... Há católicos.»


Cada vez que surge um tema fracturante na sociedade (aborto, eutanásia, utilização de meios contraceptivos, educação sexual, casamento homossexuais, etc.) surgem logo na praça pública uma série de católicos auto-intitulados de “progressistas”, julgando e contraditando as opiniões dos bafientos católicos conservadores. As ideias por si defendidas − objectivamente contrárias à doutrina da Igreja – surgem com uma áurea de atractivo modernismo, criando uma imagem (falsa) progressista dos seus protagonistas.

A comunicação social, sedenta de controvérsia e de alvoroço, oferece habitualmente uma enorme projecção mediática a este tipo de declarações. É frequente ouvirem-se tolices como: “Eu sou católico, mas sou a favor da despenalização do aborto”. “ Eu sou católica, mas entendo que o casamento até ao fim da vida é coisa do passado”. “ A Igreja católica tem de mudar as suas posições relativamente à homossexualidade, caso contrário não consegue captar os mais jovens”. Os exemplos seriam infindáveis. Infelizmente, na maioria dos casos, os protagonistas destas declarações são figuras públicas, respeitadas e ouvidas pelos seus doutos conhecimentos em outras áreas do saber, o que torna mais grave o seu comportamento.

Vivemos em democracia, por conseguinte, todos são livres de dizer o que pensam (ainda que sejam disparates). Mas afinal quais são as consequências destas declarações públicas? Confusão. As pessoas ficam confundidas sobre estas matérias, achando que se trata de uma questão de teimosia, de uma atitude retrógrada e que o pensamento moderno obriga a que a Igreja adopte novas ideias, mais consentâneas com a realidade actual. Deste modo, a doutrina da Igreja é reduzida a um conjunto de pensamentos voláteis, passíveis de serem contraditados, negando-se que neles exista a Verdade de Deus.

Em síntese, é preciso afirmar com clareza de que não há católicos conservadores e católicos progressistas, há católicos. E esses católicos devem não apenas respeitar, como procurar ser coerentes com a doutrina da Igreja. De outro modo, é inadequado e abusivo auto-intitularem-se como “católicos”, gerando confusão nas pessoas menos esclarecidas.

Miguel Alvim, in O Inimputável (texto completo aqui>>)

Ano sacerdotal



A 19 de Junho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, tem início o Ano Sacerdotal, convocado pelo Santo Padre.

Haverá, por toda a parte, um conjunto de iniciativas relativas ao sacerdócio, comum e ministerial.