26.4.09

Os Leigos (II)

«Os leigos são especialmente chamados a tornarem a Igreja presente e activa naqueles locais e circunstâncias em que só por meio deles ela pode ser o sal da terra (112). Deste modo, todo e qualquer leigo, pelos dons que lhe foram concedidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da missão da própria Igreja, «segundo a medida concedida por Cristo» (Ef. 4,7).

Além deste apostolado, que diz respeito a todos os fiéis, os leigos podem ainda ser chamados, por diversos modos, a uma colaboração mais imediata no apostolado da Hierarquia 3, à semelhança daqueles homens e mulheres que ajudavam o apóstolo Paulo no Evangelho, trabalhando muito no Senhor (cfr. Fil. 4,3; Rom. 16,3 ss.). Têm ainda a capacidade de ser chamados pela Hierarquia a exercer certos cargos eclesiásticos, com finalidade espiritual.»


Concílio Vaticano II, Const. Lumen Gentium, n. 33

É interessante notar que o texto do Concílio, ao referir-se aos leigos, diz, em primeiro lugar, que eles têm como missão serem evangelizadores naqueles locais e circunstâncias em que só por meio deles a Igreja pode ser sal da terra.

Por isso, a primeira e principal missão de todos os leigos não é serem leitores, acólitos ou diáconos permanentes. A missão de todos é santificarem o mundo do trabalho, das relações sociais, da família e do lazer com o seu testemunho de vida coerente.

Além disso, alguns leigos terão, concerteza, apetência, gosto e o carisma de colaborarem em tarefas eminentemente eclesiais: na administração das paróquias, das dioceses, de outros entes eclesiais; no assumir tarefas litúrgicas e de condução de comunidades, etc.