29.10.08

O Cordeiro e a Santa Missa


«Na Missa, os primeiros cristãos encontrariam forças no meio das perseguições. A ajuda e a salvação da Igreja vinham do único e perpétuo Sacrifício de Jesus Cristo.

Na Missa, os primeiros cristãos uniram as suas forças às dos Anjos e dos Santos para prestarem culto a Deus, como nos mostra o livro do Apocalipse.

Na Missa, a Igreja recebeu o "maná escondido" como sustento em tempos de tribulação (cf. Ap 2, 17).

Na Missa, as orações dos santos da Terra elevaram-se como incenso para se unirem às orações dos Anjos no Céu - e foram estas orações que alteraram o rumo das batalhas e o curso da História. Esse é o plano de combate do Apocalipse. Foi assim que o cristianismo prevaleceu sobre inimigos aparentemente imbatíveis, em Jerusalém e em Roma.

Mesmo depois da queda de Jerusalém, outros adversários se levantariam para perseguir a Igreja de Deus. Em todas as épocas, a Igreja enfrenta fortes perseguidores, que contam com exércitos e armas cada vez mais poderosos.

Mas todas as armas, legiões e estratégias falharão. Grandes generais acabam por cair feridos de morte. Quando o Cordeiro entra no combate, "os reis da terra, os grandes ricos, os chefes militares, os poderosos, todos os escravos e todos os homens livres se escondem nas cavernas e nos rochedos das montanhas e dizem os montes aos rochedos: 'Caí sobre nós e escondei-nos do rosto d'Aquele que está sentado no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande dia da sua ira. Quem poderá subsistir?" (cf. Ap 6, 15-17).

A Igreja é o exército do Cordeiro, as forças de Sião salvas da destruição de Jerusalém. O exército do Cordeiro tira a sua força do banquete do Céu.»

Scott Hahn, A festa do Cordeiro, DIEL, p. 97-98

Fala-se muito de pobreza, de fome e de crise. Mas, tudo isso, tem as suas raízes na falta de fé. É dramático que as gerações mais velhas não consigam transmitir às gerações mais novas a riqueza, beleza e profundidade da fé em Jesus Cristo.

No entanto, estou convencido que a resposta para tudo isso (para a transmissão da fé, e, no fundo, para a solução da fome, da pobreza e da crise) está onde sempre esteve: na Santa Missa.

Numa recente reunião de sacerdotes, falou-se muito em novas técnicas de comunicação, na necessidade de encontrar novas maneiras de testemunho, de formação e de evangelizar. Alguns irmãos no sacerdócio até referiram o facto de ser necessário formar as pessoas para que não venham só pedir uma "missinha"...

E pergunto-me: "Uma missinha?!" Mas a Santa Missa é tudo. Não vale a pena cair na tentação de pensar que o mais importante se resolve com técnicas, programações ou estratégias (que não deixam de ser importantes).

Se celebrarmos bem a Santa Missa, seguindo, com amor filial, as rubricas, formando as pessoas para participarem bem, respeitando os momentos de silêncio, pronunciando com calma as palavras da consagração, dedicando alguns minutos, depois da Santa Missa à adoração e se formarmos os mais novos para o que é e Quem está na Eucaristia, teremos, certamente, a batalha da evangelização ganha.