24.9.08

"Casamentos"

Nas últimas semanas, os meios de comunicação social, nomeadamente o Público, têm promovido uma série de notícias sobre a questão da união civil de pessoas do mesmo sexo.

No fundo, a estratégia é a mesma daquela que preparou a legalização do aborto. Durante vários meses, vai-se promovendo um conjunto de notícias, que promovem depois artigos de opinião, debates em fóruns, posts em blogs (como este), e o assunto vai começando a tornar-se natural.

O timing é perfeito: falta um ano para as eleições. O primeiro ministro, hoje, no Parlamento, afirma que "o assunto não está na agenda, nem do PS, nem do Governo". No entanto, nos próximos meses vamos ouvir falar tanto do assunto que acabará por constar no programa político dos dois maiores partidos em Portugal com que se apresentarão às próximas eleições. No início da próxima legislatura, o tema será apreciado pela Assembleia da República e, com o terreno preparado pela comunicação social, veremos o resultado.

O debate que se avizinha é, antes de mais, uma óptima oportunidade. Oportunidade de esclarecer as consciências, de dar formação, de redescobrir o que a Igreja ensina (e não o que a comunicação social diz que a Igreja defende). Mesmo que a batalha venha a ser perdida, muito bem pode advir deste debate.