26.8.08

Veto presidencial à lei do divórcio

O Sr. Presidente da República vetou o novo regime jurídico dos divórcios, lei aprovada na Assembleia da República.
Logo se levantaram as vozes de alegria e regozijo daqueles que defendem a família e o casamento. Houve comunicados, mensagens e congratulações.
No entanto, este veto é só meia vitória. O diploma volta à Assembleia da República e pode ser novamente aprovado sem alterações e o Sr. Presidente da República será obrigado a promulgá-lo.

A lei é má, muito má. E chegará o dia em que as pessoas voltarão a dar valor a um compromisso estável e duradouro. O Governo pode mudar as leis, mas não pode mudar os corações. O amor necessita da estabilidade que nasce da doação esponsal. Até lá, é preciso apostar em conquistar as almas uma a uma. Aproveitar a confissão para formar, para propôr sem medo aos jovens o caminho do amor que nasce do Amor. O ambiente não ajuda, mas não é impossível.

4.8.08

S. João Maria Vianney


Conta-se que, ao aproximar-se a sua ordenação, o Vigário Geral de Lyon, reunido com alguns padres, ponderaram a inconveniência em conceder a S. João Maria Vianney o sacramento da Ordem, porque “era muito burro”, conforme comentaram entre si num momento de reunião, não com maldade, mas com a sinceridade de quem estava convencido da incapacidade intelectual de quem iria assumir tão elevado cargo.

Nesse momento, João Baptista estava a chegar e ouviu ainda, na ante-sala o constrangedor comentário. Aguardou a saída dos padres, e foi ter com o Vigário. Antes de iniciar a conversa, o Santo pediu licença para falar e disse: “Padre, se com uma fisga feita da mandíbula de um burro, David conseguiu derrubar Golias, imagine o que o Senhor poderá fazer tendo nas mãos um burro inteiro!”

Estas palavras foram suficientes para revogar a intenção do vigário que, logo de seguida, o enviaria para a comunidade de Ars.

“Por onde passam os Santos, Deus com eles passa”.

Biografia de S. João Maria Vianney

1.8.08

Moratória contra o Aborto

«O aborto deveria ser, para muitos partidários da sua liberalização, "legal, seguro e raro" ("legal, safe and rare"). Não ouvimos repetir este slogan tantas vezes no referendo de há cerca de um ano? Do carácter falsamente "seguro" do aborto, falam os dados cada vez mais consistentes sobre as suas sequelas psíquicas para a mulher. Mas o aborto também está muito longe de ser "raro". O texto da referida carta evoca a crueza irrefutável dos números. "Nos últimos trinta anos, foram praticados mais de mil milhões de abortos, com uma média anual de cinquenta milhões." Poderia recordar-se o exemplo da Rússia, onde o número de abortos chegou a superar, durante vários anos, o número de nascimentos (mas também na "avançada" e "exemplar" Suécia o número de abortos é de mais de um quarto dos nascimentos) e onde, por razões demográficas, se procura, agora, introduzir limitações legais ao aborto. São números que deveriam arrepiar, pelo menos, tanto como os (também arrepiantes) 9,7 milhões de mortes anuais de crianças nascidas (segundo o recente relatório da Unicef).»

Pedro Vaz Patto, in Público, 2008.07.27

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Enamorar-se

Enamorar-se de Cristo está muito ligado à adoração, ao tempo efectivo que passamos junto do Sacrário.

É verdade que as actividades que temos entre mãos são muitas e prementes. Mas, sem um tempo marcado e concreto em que a nossa prioridade é estar junto do Sacrário, tudo o resto começa a perder o seu sentido último.

Neste tempo de Verão, em que tantos emigrantes regressam à Pátria para passarem um tempo de férias, torna-se ainda mais necessário esse tempo pessoal de companhia a Nosso Senhor. Quanto mais coisas temos para fazer, mais necessitamos de rezar.