26.7.08

Humanae vitae, 40 anos


«Passaram 40 anos sobre este Documento do Magistério da Igreja. Como é sabido o Papa Paulo VI agradece no texto o contributo da Comissão constituída em Março de 1963, por João XXIII, bem como os contributos dos Bispos mas reservou para si a última palavra. "Porque tinham aflorado alguns critérios de soluções que se afastavam da doutrina moral sobre o Matrimónio, proposta, com firmeza constante, pelo Magistério da Igreja."
Para orientação dos seus membros, baptizados, escreve esta Encíclica.

A referida doutrina moral da Igreja assenta, basicamente, em 4 vectores:

- O amor conjugal é um amor plenamente humano, isto é, sensível e espiritual.

- O amor conjugal é total, é dádiva mútua

- O amor conjugal é fiel, exclusivo, até à morte

- E é fecundo, está ordenado para a procriação e a educação dos filhos.


No ensinamento do Magistério da Igreja, o matrimónio é, simultaneamente, unitivo dos esposos e procriador como consequência da união.

Ao proclamar e reiterar este ensinamento o Magistério exclui quaisquer considerações médico-biológicas ou sociológicas.

A "Humanae Vitae" considera, contudo, que os esposos podem usar para as suas uniões corporais os períodos infecundos naturais "e, deste modo, regular a natalidade sem ofender os princípios morais" que a Humanae Vitae recorda e reitera.

Portanto, o casal católico, "quando existam motivos sérios para distanciar os nascimentos" a Igreja permite que os esposos realizem a finalidade unitiva do matrimónio, mesmo escolhendo dias nos quais o carácter procriativo estará ausente.»

In Agência Ecclesia

Há poucos documentos pontifícios tão claramente contestados como esta encíclica do Papa Paulo VI. Por isso, vale a pena reler, meditar e, talvez, dar a conhecer.

Encíclia Humanae Vitae, de Paulo VI