20.3.08

A partir de agora...

... passo a estar AQUI.

19.3.08

S. José, Dia do Pai


Os nossos pais merecem o melhor do mundo. Agradeço a Deus o maravilhoso pai que me deu, porque ele é o S. José aqui de casa: amigo, discreto e leal. Obrigado, meu Deus, por me dardes o que eu não mereço.

18.3.08

"Só Ele pode converter os corações..."


«Creio não errar se disser que hoje nos afecta o erro de confiarmos mais nas ferramentas dos nossos planos e processos, que no valor da oração e da graça; afecta-nos a tentação do brio e do sucesso, que nos leva tantas vezes a trabalhar isoladamente; incomodam-nos as demoras de Deus, marcados que andamos pelo ritmo acelerado dos projectos humanos, ávidos de reconhecer os frutos esperados (...) O dono da Obra é Deus, e d'Ele recebemos luz e força para trabalhar, aceitando com humilde paciência que só Ele marca o calendário da obra, porque só Ele pode converter os corações.»

D. Albino Cleto, Homília, 2008.01.27, in Revista Lumen

17.3.08

Fecharam-lhe as portas da Universidade...

... e convidam-no a discursar nas Nações Unidas.

16.3.08

Jesus e Barrabás


«O governador tomou a palavra e perguntou-lhes:
«Qual dos dois quereis que vos solte?».
Eles responderam:
«Barrabás».
Disse-lhes Pilatos:
«E que hei-de fazer de Jesus, chamado Cristo?».
Responderam todos:
«Seja crucificado».
(Mt 27, 21-23)

A escolha entre Jesus e Barrabás não pertence ao passado. Porque amar implica a liberdade, hoje todos temos que escolher entre Jesus e Barrabás. O Barrabás do poder, do dinheiro, do orgulho, da autosuficiência.
Senhor, ajuda-me a escolher-Te sempre a Ti, mesmo que os meus pecados, com os seus gritos, procurem abafar o desejo que o meu pobre coração tem de Te amar.

15.3.08

Boa educação

A liberdade educativa é um direito constitucional mas, do mesmo modo como, para alguns, a liberdade religiosa é apenas um pretexto para instaurar o ateísmo sob capa de laicismo, e impedir assim qualquer expressão pública de conteúdo religioso, também a liberdade de educação não parece ser mais do que um subterfúgio para impor um ensino oficial tendencialmente único.

Só assim se entendem algumas reacções ao ranking das escolas: como não só não confirma mas desmente a tese oficial da excelência da escola pública, já não vale. É de supor que, enquanto não forem apuradas, como primeiras classificadas, várias escolas públicas, estas listagens sejam sistematicamente desconsideradas, por mais que a objectividade das classificações diga o contrário.

Para provar a inutilidade do ranking, afirma-se que são os bons alunos que fazem as boas escolas. Porquê? Porque. Se os bons alunos têm notas altas em qualquer estabelecimento de ensino, os maus estudantes só conseguem melhorar num ensino de qualidade. Apesar da escola pública receber bons alunos, nomeadamente entre os que não têm capacidade económica para optar pelo ensino privado, também a escola privada recebe bastantes maus estudantes, que escolhem esse ensino por várias razões, nomeadamente de ordem social e económica. Portanto, se as escolas mais bem classificadas recebessem os alunos piores, estes, decerto, não seriam tão maus.

Mas há uma questão em que os detractores dos rankings têm razão: seria absurdo aferir a qualidade das escolas apenas pelas classificações dos seus alunos. As notas são importantes, mas muito mais é a formação do carácter e a aprendizagem da liberdade.

A função da escola não se esgota na transmissão do saber, mas realiza-se no desenvolvimento integral do ser humano, de acordo com os princípios da liberdade e da responsabilidade. É esta a razão principal que anima muitas famílias a não enveredar pelo ensino público.

Seria preciso ser muito ingénuo para pensar que o ensino público é neutro ou ideologicamente descomprometido. Com efeito, a escola promovida pelo Estado educa as novas gerações, com pretensa autoridade científica e fingida neutralidade política, segundo os princípios do pensamento politicamente correcto.

A imposição da educação sexual, ao arrepio da vontade dos pais e das famílias, é um bom exemplo de como o poder está empenhado em realizar uma autêntica "revolução cultural", da qual é de esperar uma nova "mocidade portuguesa", tão fiel ao actual regime como o foi a sua homónima antepassada. O grande óbice para este ambicioso plano continua a ser a educação privada, sobretudo o ensino de inspiração cristã, que insiste em formar cidadãos livres, conscientes da sua dignidade e da sua responsabilidade social, homens e mulheres capazes de pensarem pelas suas próprias cabeças. Não é por acaso que as piores tiranias, como o nazismo e o comunismo, são ateias: em ambos os casos a exclusão da religião foi cruelmente praticada pelo Estado, nomeadamente através do seu ensino público totalitário.

Como não é politicamente correcto propugnar o ensino oficial único, proclama-se formalmente a liberdade de educação mas, depois, às escondidas, asfixia-se o ensino privado, mesmo quando oferece garantias de qualidade.

Assim se explica a anunciada supressão do subsídio à melhor universidade portuguesa não estatal, bem como a ameaça de revisão, ou seja, de eliminação, dos "contratos de associação" com escolas particulares. Em nome da qualidade de ensino? Certamente que não, pois o ensino privado é objectivamente melhor do que o público. Em nome da liberdade de educação? Menos ainda, pois a pretendida eliminação do ensino privado só pode servir uma causa: a do ensino "oficial" público e tendencialmente único. A tese da "unicidade" educativa é, em suma, um xeque-mate à liberdade de educação em Portugal.
Pe. Doutor Gonçalo Portocarrero de Almada, Público, 2008.03.15

14.3.08

"Não tenho tempo!"

Começamos por não ter tempo para rezar, para estar a sós com Deus, para nos confessarmos, para fazermos a nossa direcção espiritual, para fazer exame de consciência ao fim do dia, para preparar bem a celebração da Santa Missa.

E depois, deixamos de ter tempo para confessar os outros, para ouvir, para ajudar, para visitar os pobres, para consolar os doentes, para falar de Deus...

Quando se deixa de ter tempo para Deus, rapidamente deixamos de ter tempo para os outros.

Chiara Lubich (1920-2008)


Nosso Senhor chamou a si Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares. Uma vida intensa dedicada à proclamação do Evangelho sob o lema: "Que todos sejam um!" (Jo 17, 21).

«Comunhão, comunidade, unidade. Palavras que Jesus repete hoje. Do Concílio Vaticano II emergiu a exigência de uma espiritualidade de comunhão, que em muitos momentos foi invocada pelo Papa João Paulo II e por Bento XVI. É justamente a unidade a característica da espiritualidade do Movimento dos Focolares.

Uma espiritualidade que brotou de uma experiência de redescoberta do Evangelho das origens. Chiara e suas primeiras companheiras descobrem no Testamento de Jesus, “que todos sejam um”, o porquê de suas vidas. É uma “página de luz” que se abre em um momento escuro da história: a Segunda Guerra Mundial. Como realizar a unidade em um mundo tão dilacerado pelo ódio e pela violência? É um questionamento que se torna oração. A resposta se encontra numa outra “página de misterioso sofrimento”, escrita por um Deus que, na cruz, chega a gritar o abandono de seu Pai, para reunir os homens ao Criador e entre si.

A medida do amor mútuo, que gera a unidade, encontra-se neste ápice de amor. Uma unidade que torna visível a presença do Ressuscitado no lugar onde cada pessoa vive: na família, nos bairros, nas fábricas, nos parlamentos. Quando o Ressuscitado está entre nós, como ele prometeu a dois ou três que se reúnem em seu nome, ou seja, no seu amor, de alguma maneira experimenta-se o divino, a sua paz, a sua luz, o seu amor, a unidade!

Chiara Lubich testemunha: “Foi justamente quando acreditávamos estar simplesmente vivendo o Evangelho que o Espírito Santo esculpiu com caracteres de fogo nas nossas almas aqueles que teriam seriam os pontos fundamentais da ‘Espiritualidade da Unidade’, uma espiritualidade nova, ao mesmo tempo pessoal e comunitária”.»

Pode ler-se mais AQUI.

11.3.08

Indícios de um retorno


Nos últimos decénios, dá a impressão que a arte e a Igreja têm andado de costas voltadas. As tendências contemporâneas da arte deixaram, salvo raras excepções, de exprimir a beleza e o transcendente para exprimirem a subjectividade e o abstracto.
Mas há indícios de um armistício: a pouco e pouco, a arte e a Revelação começam a encontrar-se.
Um dos exemplos pode encontrar-se na nova Igreja da Santíssima Trindade. Outro dos exemplos é o novo Leccionário Dominical e Festivo italiano, que, no seu interior, conta com a participação de destacados artistas contemporâneos.
Será o início de um novo diálogo entre arte e Revelação?

10.3.08

"Vai e não tornes a pecar"


Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério, colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu que dizes?».
Jesus acrescentou: «Também Eu não te condeno. Vai e não tornes a pecar».
(cf. Jo 8, 1-11)

"Todos os dias, em todos os recantos do mundo, através dos sacerdotes, seus ministros, Jesus continua a dizer: “Eu te absolvo dos teus pecados...”, vai e não tornes a pecar. É o próprio Cristo que perdoa.
“A fórmula sacramental: «Eu te absolvo...», a imposição das mãos e o sinal da cruz traçado sobre o penitente, manifestam que naquele momento o pecador contrito e convertido entra em contacto com o poder e a misericórdia de Deus. É o momento em que, em resposta ao penitente, a Santíssima Trindade se torna presente para apagar-lhe o pecado e restituir-lhe a inocência, o momento em que a força salvífica da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo é comunicada ao penitente [...]. Deus é sempre o principal ofendido pelo pecado – tibi soli peccavi!, só contra Vós pequei! – e só Deus pode perdoar”

João Paulo II, Exort. Apost. Reconciliatio et paenitentia, 2-XII-1984, n. 31