26.2.08

Sobre os leigos (II)

O papel dos leigos sempre foi e continuará a ser fundamental na Igreja. Um número considerável de Santos nos primeiros tempos da Igreja foram, precisamente, leigos: as Santas Mulheres, os Santos Inocentes...

Penso, por isso, que o caminho para a valorização dos leigos na Igreja passe, em primeiro lugar, por encorajá-los a pôr em prática o que diz o Concílio Vaticano II: "Por vocação própria, compete aos leigos procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, em toda e qualquer ocupação e actividade terrena, e nas condições ordinárias da vida familiar e social, com as quais é como que tecida a sua existência. São chamados por Deus para que, aí, exercendo o seu próprio ofício, guiados pelo espírito evangélico, concorram para a santificação do mundo a partir de dentro, como o fermento, e deste modo manifestem Cristo aos outros, antes de mais pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da sua fé, esperança e caridade. Portanto, a eles compete especialmente, iluminar e ordenar de tal modo as realidades temporais..." (Lumen gentium, 32).

Essa é a vocação primária dos leigos: as realidades temporais. E, assim como os sacerdotes e os religiosos necessitam dos meios espirituais para serem fiéis à própria vocação (a celebração e adoração eucaristica, a confissão frequente, a mortificação generosa, a direcção espiritual assídua, entre outras), assim também os leigos necessitam de uma vida sacramental séria.