23.12.07

FELIZ NATAL



E, por nós homens e para nossa salvação, desceu dos Céus. E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e Se fez homem.
Simbolo Niceno-Constantinopolitano


Nesta Noite, todos e cada um dos homens recebem o Dom maior que pode haver! O próprio Deus se torna Dom para o homem. Ele faz de Si mesmo o Dom para a natureza humana. Entra na história do homem, não já simplesmente mediante a palavra que d'Ele provém e chega ao homem, mas mediante o Verbo que se fez homem.
Pergunto a todos vós: tendes a consciência deste Dom? Estais prontos a corresponder com o dom ao Dom, à semelhança do que fazem aqueles pastores de Belém...?
João Paulo II, Homilia, 1980.12.24


Votos de um Santo Natal e um ano de 2008 cheio de graças do Menino Jesus,
Pe. José Alfredo Patrício

10.12.07

Aproximar de Cristo


Apareceram uns homens que traziam um paralítico num catre e procuravam fazê-lo entrar e colocá-lo diante dele. Não achando por onde introduzi-lo, devido à multidão, subiram ao tecto e, através das telhas, desceram-no com a enxerga, para o meio, em frente de Jesus. Vendo a fé daqueles homens, disse: «Homem, os teus pecados estão perdoados.»
(Lc 5, 18-20)

«Aproximar os nossos amigos de Cristo é, muitas vezes, levá-los a receber o sacramento da Penitência, um dos maiores bens que o Senhor deixou à sua Igreja. Poucas ajudas tão grandes, talvez nenhuma, podemos prestar a esses amigos como a de animá-los a aproximar-se da Confissão. Umas vezes, teremos que ajudá-los delicadamente a fazer um bom exame de consciência; outras, acompanhá-los até o lugar em que o sacerdote os espera; outras ainda, dirigir-lhes apenas uma palavra de estímulo e de afeto, juntamente com uma breve e adequada catequese sobre a natureza e os bens deste sacramento.»
Francisco Fernandez Carvajal, Amigos de Deus.

3.12.07

A mudança necessária

Ao longo das últimas 4 semanas, tem-se ouvido de tudo sobre possíveis interpretações ao discurso que o Santo Padre fez aos Bispos Portugueses, na conclusão da visita ad limina.

Essas interpretações, na generalidade, têm um denominador comum: são os outros que têm que mudar. E por isso, afirma-se que são os Bispos que têm que mudar, é a hierarquia, as instituições organizadas, os padres, os leigos. Fica-se com a sensação que nada está bem, que é preciso mudar tudo.

No entanto, olhando a realidade, as coisas não são bem assim. Quem tem que mudar primeiro, não são os outros. Somos nós. Antes de olharmos para aquilo que os outros têm de mudar, este tempo de Advento convida-nos a estarmos vigilantes, em primeiro lugar, em relação a nós próprios.

E o que é que na nossa vida tem que mudar?

"Todos na Igreja, quer pertençam à Hierarquia quer por ela sejam pastoreados, são chamados à santidade, segundo a palavra do Apóstolo: «esta é a vontade de Deus, a vossa santificação» (1 Tess. 4,3; cfr. Ef. 1,4). Esta santidade da Igreja incessantemente se manifesta, e deve manifestar-se, nos frutos da graça que o Espírito Santo produz nos fiéis; exprime-se de muitas maneiras em cada um daqueles que, no seu estado de vida, tendem à perfeição da caridade, com edificação do próximo".
(Concilio Vaticano II, Const. Lumen gentium, 39

A busca da santidade, que vai sempre de mão dada à humildade, é a principal mudança que precisamos. Se Bispos, Padres, Leigos procurarmos ser santos, viveremos em comunhão com Deus e encontraremos as soluções para vivermos a comunhão entre nós.

E faço eco das palavras que o Santo Padre João Paulo II nos dirigiu:
«Colocar a programação pastoral sob o signo da santidade é uma opção carregada de consequências. Significa exprimir a convicção de que, se o Baptismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus através da inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito, seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre, pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial. Perguntar a um catecúmeno: « Queres receber o Baptismo? » significa ao mesmo tempo pedir-lhe: « Queres fazer-te santo? » Significa colocar na sua estrada o radicalismo do Sermão da Montanha: « Sede perfeitos, como é perfeito vosso Pai celeste » (Mt 5,48).

Como explicou o Concílio, este ideal de perfeição não deve ser objecto de equívoco vendo nele um caminho extraordinário, percorrível apenas por algum « génio » da santidade. Os caminhos da santidade são variados e apropriados à vocação de cada um. Agradeço ao Senhor por me ter concedido, nestes anos, beatificar e canonizar muitos cristãos, entre os quais numerosos leigos que se santificaram nas condições ordinárias da vida. É hora de propor de novo a todos, com convicção, esta « medida alta » da vida cristã ordinária: toda a vida da comunidade eclesial e das famílias cristãs deve apontar nesta direcção.»
João Paulo II, Novo millenium ineunte, 31

28.11.07

O centro de uma mensagem: S. Josemaria Escrivá



Hoje cumprem-se 25 anos da erecção do Opus Dei em Prelatura pessoal. Nestas bodas de prata, aqui fica o centro da mensagem que S. Josemaria, fundador do Opus Dei, pregou ao longo de toda a sua vida.



"Meus filhos, onde estiverem os homens, vossos irmãos; onde estiverem as vossas aspirações, o vosso trabalho, os vossos amores, é aí que está o sítio do vosso encontro quotidiano com Cristo. É no meio das coisas mais materiais da Terra que devemos santificar-nos, servindo Deus e todos os homens."

"Deus chama-vos a servi-Lo em e a partir das ocupações civis, materiais, seculares da vida humana: Deus espera-nos todos os dias no laboratório, no bloco operatório, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Ficai a saber: escondido nas situações mais comuns há um quê de santo, de divino, que toca a cada um de vós descobrir."

S. Josemaria Escrivá, Homilia pronunciada no campus da Universidade de Navarra, em 8 de Outubro de 1967

26.11.07

"Ofereceu tudo o que possuía..."


«Em verdade vos digo: Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros. Todos eles deram do que lhes sobrava; mas ela, na sua penúria, ofereceu tudo o que possuía para viver».
(Lc 21, 3-4)

"O Senhor não olha à quantidade que Lhe é oferecida, mas ao afecto com que a gente Lhe oferece. Não está a esmola em dar pouco do muito que se tem, mas em fazer o que fez aquela viúva, que deu tudo o que tinha"
S. João Crisóstomo, Hom. sobre Heb, 1.

21.11.07

Um sinal de progresso?

«O amor é eterno enquanto dura. Uma vez que termina, deixa de o ser». Pode parecer brincadeira, mas ouvi esta frase há poucos dias. Juntamente com ela, uma pessoa defendia tão ardentemente o divórcio, que acabou por considerá-lo como um “direito humano”, que devia por esse motivo ser incluído na declaração universal que os enumera.

É interessante reparar que, hoje em dia, o divórcio é considerado por muitas pessoas como uma característica da sociedade moderna. Não o admitir é visto como um absurdo tão grande, que nem merece qualquer tipo de consideração. Tal atitude é considerada como completamente intolerante e seria similar a desejar, por exemplo, a restauração da escravatura. Não se pode dialogar com as pessoas que pensam assim. Seria um retrocesso na modernização e humanização da nossa sociedade.

O próprio Código de Direito Civil não inclui a possibilidade de duas pessoas se casarem indissoluvelmente. Seria uma aberração. Tal visão do casamento está restringida a indivíduos com “sensibilidade religiosa”, sem que isto tenha nada que ver com a vida das pessoas consideradas maduras e normais.

De acordo com a mentalidade actual, o divórcio é um sinal de progresso, um passo em frente para a felicidade de uma sociedade. A indissolubilidade do matrimónio é vista por muita gente como um “capricho” da Igreja Católica, que com esta e outras atitudes parece ter perdido definitivamente o “comboio da modernização”.

Mas será que o divórcio é verdadeiramente um sinal de progresso? Será que a sua aprovação na lei civil gerou de verdade uma libertação? Gerou maior felicidade na vida das pessoas?

Sempre encontraremos algumas pessoas que dizem que sim. Parecem ser uma minoria e geralmente não possuem um conceito muito claro do que significa a felicidade. Para muitas pessoas a resposta é não. O divórcio não gerou felicidade. Gerou uma certa desistência de ser feliz, uma consciência de que tal palavra parece ser um objectivo inalcançável.

Isso porque, como diz C. Burke, a mentalidade divorcista produziu um modo comercial de encarar o casamento. Passou a tratar-se de um “negócio” com riscos, mas com a garantia de que, caso não nos sintamos satisfeitos, a nossa liberdade ser-nos-á restituída como se nada tivesse acontecido.

É a mentalidade de experimentar para ver se nos serve. Ninguém discute que esta lógica é fantástica quando se trata de comprarmos roupa. No entanto, para um casamento, ter esta mentalidade é estabelecer bases movediças que levam seguramente a um rotundo fracasso matrimonial.

Fazendo um balanço dos últimos anos, vemos como o divórcio gera cada vez mais divórcio. Estamos a chegar à conclusão de que, neste caso, o remédio é pior do que a doença. E assim como a melhor solução para uma dor de cabeça não é cortá-la (felizmente há outras soluções), a melhor solução para os problemas que surjam num casamento não é acabar com ele.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

19.11.07

Assembleia Geral do Clero de Lamego - Apontamentos


No dia 17 de Novembro, realizou-se a Assembleia Geral do Clero da Diocese de Lamego, convocada pelo Sr. D. Jacinto Botelho, Bispo da Diocese.

O conteúdo deste post inclui as notas que tomei na Assembleia e, por isso, são da minha exclusiva responsabilidade, não sendo, por isso, uma versão oficial da mesma, que será, concerteza, dada pelo Secretariado do Conselho de Presbíteros da nossa Diocese e pelo jornal oficial da Diocese, a "Voz de Lamego".

Pouco passava das 10h da manhã, quando, no Seminário Maior de Lamego, tiveram início os trabalhos da Assembleia Dioceseana do clero da Diocese de Lamego, que começou com a Hora Intermédia, à qual presidiu o Sr. Bispo. Depois da leitura breve, o Sr. D. Jacinto teve uma primeira intervenção. Começou por afirmar que a Assembleia se reunia num momento verdadeiramente providencial, pois decorria poucos dias depois da visita ad limina, decorria na Semana de Oração pelas Vocações e dos Seminários e a poucos dias da celebração do Dia da Igreja Diocesana. Citando o Santo Padre João Paulo II, o Sr. D. Jacinto referiu que a missão do Bispo é ser "princípio e sinal de comunhão, serdes dela artífices pacientes e perseverantes (...)É no seio dos vossos Presbitérios que se prolongará a edificação da comunhão eclesial." E era com esse auspício e nesse espírito, de comunhão do Prelado com os seus sacerdotes e do presbitério entre si, que a Assembleia fazia sentido. E, continuando a citar o Santo Padre, o Sr. D. Jacinto continuou: "Para ser afectiva e efectiva ao mesmo tempo, essa comunhão deve ser procurada e cultivada cada dia. Ela exige esforços de parte a parte e não raro a superação de barreiras e resistências. O testemunho claro e visível desta comunhão é portador de estímulos para a comunhão a outros níveis."
Referindo-se, depois, ao discurso que o Papa Bento XVI dirigiu à Conferência Episcopal Portuguesa, o Sr. Bispo destacou que "a eclesiologia da comunhão na senda do Concílio, à qual a Igreja portuguesa se sente particularmente interpelada na sequência do Grande Jubileu, é a rota certa a seguir".
Por conseguinte, e uma vez que no próximo ano celebra as bodas de ouro sacerdotais, o Sr. Bispo decidiu convidar todos os sacerdotes a tomarem uma refeição consigo, no Paço Episcopal e decidiu, também, participar mais activamente nas estruturas de comunhão na Diocese, marcando presença, por exemplo, nas reuniões arciprestais que reúnem, mensalmente, os sacerdotes.

Depois de terminada a Hora Intermédia, o Sr. Bispo passou a resumir a visita ad limina que o Episcopado português realizou recentemente. Fez um resumo das principais actividades que o ocuparam nos dias em que esteve em Roma, com especial relevo, o encontro pessoal com o Santo Padre. Sobre esse encontro, o Sr. D. Jacinto revelou que o Papa foi muito acolhedor. Bento XVI pediu ao Sr. D. Jacinto que indicasse no mapa de Portugal onde se situa Lamego e o Sr. Bispo pediu a Sua Santidade que desse uma benção especial aos Sacerdotes, Seminários e famílias da sua Diocese, pedido ao qual o Santo Padre acedeu de boa vontade.

Sobre esses dias, o Sr. D. Jacinto referiu que, na Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, foi pedido aos Bispos portugueses que fosse valorizado, de modo especial, o Dia do Consagrado (2 de Fevereiro). Na Congregação para a Doutrina da Fé, foi pedido ao episcopado luso que promovam, entre os fiéis, a consciência que o Magistério, nos temas de fé e da moral, não são uma opinião no meio de muitas, mas sim guia seguro do modo de agir dos fiéis.

Depois da intervenção do Sr. Bispo, por volta das 11.00h, o Sr. Pe. José Abrunhosa apresentou o Centro de Estudos Sócio-Pastorais (CESP) da Diocese de Lamego.
O CESP, criado recentemente, foi criado para estudar a realidade da Diocese tendo em vista serem encontradas soluções que permitam uma acção pastoral mais eficaz, com uma maior rentabilização de recursos, a curto, médio e longo prazo.

Nascido do Conselho de Presbíteros, e desejado pelo Conselho dos Arciprestes, este Centro tem os seguintes pressupostos: a realidade da diocese está a mudar rapidamente; a desertificaçao das paroquias; o aumento do indiferentismo religioso e a consequente diminuição da prática religiosa; o secularismo que aumenta nos nossos meios e a debilidade da fé dos nossos cristãos, que possuem pouca formação religiosa e espiritual e dão pouco testemunho.

Com estes pressupostos, o Centro de Estudos Sócio-Pastorais pretende: encontrar uma maior coerência em relação aos meios da acção pastoral; rever a qualidade da evangelização; a coerencia dos espaços pastorais existentes em relação à realidade social da Diocese.

Em seguida, tomou a palavra o Sr. Pe. Paulo Alves, Vice- Reitor do Seminário Menor de Resende e coordenador Científico deste Centro, que passou a explicar o modo de funcionamento do CESP.

O inquérito que se está a fazer, e que foi iniciado nas Paróquias de Resende e da Beselga, que serviram de amostra, tem três níveis: paroquial, arciprestal e diocesano.

A nível paroquial, pretende-se recolher os dados relativos: à população existente (número de habitantes, fogos, eleitores, nascimentos, casamentos e divórcios; estes dados serão facultados pelos Serviços de Registo e Notariado); ao número de Baptismos, Confirmações, Matrimónios e Funerais desde 1980 até à presente data, o número de catequistas e de crianças que frequentam a catequese; ao número de elementos do Conselho Pastoral e do Conselho Económico; e outros dados mais.

Os dados das Paróquias serão, depois, tratados a nível do Arciprestado e da Diocese.

Foram apresentados dois casos práticos, nos quais já foi feita a recolha de dados: as Paróquias de Resende e da Beselga (concelho de Penedono).

O CESP é constituído, actualmente, pelos seguintes elementos:
- Coordenador Geral: Rev. Pe. José Abrunhosa, Pároco de Almacave e Secretário do Conselho de Presbíteros;
- Coordenador Científico: Rev. Pe. Paulo Alves, Vice Reitor do Seminário Menor de Resende;
- Tratamento dos dados: Rev. Pe. Hermínio Lopes, Pároco de Magueija e colaborador nos Serviços Centrais da Diocese;
- Restantes elementos: Dr. Macedo (residente em Ferreiros de Tendais), Rev. Jorge Oliveira (Diácono estagiário na Paróquia de Resende) e o Rev. Filipe Rosa (Diácono estagiário na Paróquia de Penedono).

No final da intervenção do Pe. Paulo Alves, vários sacerdotes deram sugestões ou fizeram algum pedido de esclarecimento de dúvidas.

Ficou ainda estabelecido que os inquéritos, devidamente preenchidos, devem ser enviados ao Pe. Hermínio, para o Paço Episcopal.

Pelas 11.45h, teve início a sessão por grupos. Os sacerdotes presentes (cerca de 70), foram divididos em 4 grupos, por zonas geográficas, para debaterem as seguintes questões:
- Quais as interpelações que se colocam ao presbitério de Lamego, tendo já em conta as palavras que o Santo Padre dirigiu aos Bispos Portugueses, no discurso final da visita «ad limina»?
- Quais as respostas que urge dar às inquietações pastorais da Diocese de Lamego?
- Reconhecendo a importância das Assembleias do Clero, pergunta-se: qual a sua periodicidade? Qual o mês e dia de semana? Quais os temas a tratar? Qual a metodologia a seguir?

Os vários grupos debateram os temas propostos. Em cada Grupo foi eleito um Secretário que tomasse nota das conclusões para, da parte da tarde, serem apresentadas em plenário.

Depois das reuniões de grupo, seguiu-se o almoço, no refeitório do Seminário, findo o qual, houve algum tempo livre.

O plenário reuniu-se por volta das 14.30h. Muitos sacerdotes tiveram que se ausentar, devido aos compromissos pastorais, mas ainda ficou um grupo bastante numeroso de sacerdotes.

No plenário foram apresentadas as várias questões debatidas nos grupos. Foram muitos os temas que foram tocados. Estas questões, depois de postas por escrito, serão enviadas ao Secretário do Conselho de Presbíteros para serem estudadas pelo Sr. Bispo.

Depois de apresentadas as conclusões dos vários grupos, houve ainda tempo para que, os sacerdotes, livremente pudessem interpelar o Sr. Bispo sobre questões que achassem importantes, às quais o Sr. D. Jacinto foi respondendo e dando pistas de solução e de reflexão.

O Sr. Bispo anunciou que vai ser elaborada uma Nota sobre várias questões disciplinares que necessitam uma clarificação. Além disso, revelou que houve uma reunião a nível da Provincia Eclesiástica, para tratar da questão de emolumentos e taxas eclesiásticas, que serão ligeiramente alteradas e que, depois de aprovadas pela Sé Apostólica, entrarão em vigor. Por fim, o Sr. Bispo também pediu que os Sacerdotes participassem no Retiro Espiritual, que decorrerá de 26 a 28 de Dezembro, na Casa de S. José.

Ficou expresso o desejo, por parte de todos, que esta Assembleia se realizasse anualmente.

Créditos
Discurso de João Paulo II ao Episcopado Português (13.05.1982)
Discurso de Bento XVI aos Bispos Portugueses em visita ad Limina
Agência Ecclesia
Asas da Montanha
Theosfera

16.11.07

Discurso do Santo Padre aos Bispos Portugueses

"É preciso mudar o estilo de organização da comunidade eclesial portuguesa e a mentalidade dos seus membros para se ter uma Igreja ao ritmo do Concílio Vaticano II, na qual esteja bem estabelecida a função do clero e do laicado, tendo em conta que todos somos um, desde quando fomos baptizados e integrados na família dos filhos de Deus, e todos somos corresponsáveis pelo crescimento da Igreja."

Esta citação, tão usada desde que o Santo Padre a pronunciou aos Rev.os Bispos Portugueses, tem tido as mais diversas interpretações. E há quem não hesite em apontar o dedo acusatório, tentando descobrir a quem quereria o Santo Padre pôr as culpas.

Essa atitude, sobretudo dos que estamos ligados a esta Igreja que é nossa Mãe pode impedir-nos de ver que essa mudança "de estilo de organização (...) e a mendalidade dos seus membros" não começa nos outros, mas sim em nós próprios.

Nesta semana...

... de oração pelas vocações, ouve-se falar muito da missão dos sacerdotes, daquilo que deve ou não fazer, daquilo que é a sua identidade, do modo de formar nos nossos Seminários.

São questões importantes, às quais é necessário dar resposta, não só teológica mas, sobretudo existencial.

No entanto, essas questões não acertam no centro, na resposta última. E a resposta última é que há um só Sacerdote: Jesus Cristo. Desse único sacerdócio participam todos os fiéis pelo baptismo e alguns fiéis pela unção ministerial e a imposição das mãos dos Sucessores dos Apóstolos.

Por isso, sendo necessário que todos imitem a Cristo, o Sacerdote é aquele que torna Jesus no meio do mundo, no meio dos homens.

E, parece-me, é à luz desta realidade fundamental que todas as outras questões ganham o peso e a medida própria. O sacerdote é alter Christus, ipse Christus.

Não me compete a mim opinar sobre como, na prática, deve ser a formação dos seminários. Mas rezo todos os dias para que, aqueles que têm que tomar essas decisões, tomem as decisões certas. Ao meu Bispo, restantes autoridades, irmãos no sacerdócio que têm por missão formar os candidatos ao sacerdócio não falta nem faltará a minha oração e os meus pobres sacrifícios.

14.11.07

Virtudes humanas


«Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em voz alta; 16caiu aos pés de Jesus com a face em terra e agradeceu-lhe. Era um samaritano. 17Tomando a palavra, Jesus disse: «Não foram dez os que ficaram purificados? Onde estão os outros nove? 18Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?» 19E disse-lhe: «Levanta-te e vai. A tua fé te salvou.»
(Lc 17, 15-19)

«Jesus não foi indiferente aos pormenores de educação que se têm entre os homens e que expressam a qualidade e a delicadeza interior das pessoas. Assim o manifestou diante de Simão, o fariseu, que não teve com Ele as atenções exigidas habitualmente pela hospitalidade. Com a sua vida e com a sua pregação, revelou apreço pela amizade, pela amabilidade, pela temperança, pelo amor à verdade, pela compreensão, pela lealdade, pela laboriosidade... São numerosos os exemplos e parábolas que refletem o grande valor que o Senhor deu a essas virtudes. E forma os Apóstolos não só nas virtudes da fé e da caridade, mas também na sinceridade e na nobreza3, na ponderação do juízo4, etc. Considera tão importantes essas virtudes humanas que chegará a dizer-lhes: Se vos tenho falado das coisas terrenas e não me acreditais, como acreditareis se vos falar das celestes?5 Cristo, perfeito Deus e perfeito homem6, dá-nos exemplo desse conjunto de qualidades bem entrelaçadas que qualquer homem deve viver nas suas relações com Deus, com os seus semelhantes e consigo próprio. DEle pôde-se proclamar: Bene omnia fecit7, fez bem todas as coisas; não somente os milagres por meio dos quais manifestou a sua onipotência divina, mas também as ações que compõem a vida corrente. O mesmo se deveria poder afirmar de cada um de nós, que queremos segui-lo no meio do mundo.»
Francisco Fernandez Carvajal, in Falar com Deus

12.11.07

O Santo Padre...

... fez um discurso aos Bispos Portugueses no encerramento da Visita ad limina. É um discurso directo, claro, de alguém que tem sinceras preocupações e esperanças em relação à Igreja Portuguesa.

Não foi um puxão de orelhas, nem está cheio de críticas veladas. Aponta, sim, caminhos a percorrer.

E recordou-nos a todos que, a principal missão da Igreja, não é falar de si mesma, mas sim de Deus.

O surdo regresso da separação

O Governo faz de sonso. O assunto é sério e as consequências graves, mas por razões ideológicas o Executivo anda no "bate e foge".

A 18 de Maio de 2004 foi assinada no Vaticano a nova Concordata entre Portugal e a Santa Sé, aprovada pela Assembleia da República a 16 de Novembro (resolução 74/2004). Desde então... nada. A Concordata tem de ser regulamentada por uma quantidade de diplomas complementares e, enquanto não é, continuam em vigor as regulamentações da anterior Concordata de 1940. Mas o Governo finge-se distraído e actua como se não existissem regras. Os funcionários vão minando e agredindo e, quando os bispos reagem, o primeiro-ministro acode pressuroso assegurando não pretender uma questão religiosa.

A situação é compreensível e até normal. Todos os países crentes têm sempre uma activa minoria anti-religiosa. O ateísmo como a superstição são subprodutos extremos do mesmo tipo de sociedade. Aliás, muito do fervor e zelo que tantos anticlericais põem na sua acção pode ser visto como manifestação de intensa fé mística. Por isso o mundo tem uma longa história deste tipo de embates, aliás profetizados pelo próprio Cristo. Mas em Portugal, curiosamente, ambos os lados aprenderam da maneira mais dura os enormes custos dessa luta. Por isso hoje por cá o combate é surdo e oculto.

Os católicos foram os primeiros a compreender que a reacção violenta tem terríveis prejuízos. O miguelismo, que tentou responder frontalmente à crescente onda jacobina, não só foi derrotado mas gerou a longa e degradante servidão da Igreja sob o jugo liberal na segunda metade de Oitocentos. Com a Lei de Separação da I República foi a vez de maçons e laicistas imporem a sua vontade pela força, tentando erradicar a oposição. O resultado foram 48 anos de exílio e ditadura salazarista. Hoje, finalmente, ambos os lados aprenderam que têm de viver juntos. Isso não impede que, em certos momentos políticos, os mais fervorosos tentem agredir o outro lado. O Governo Sócrates, talvez inspirado pelas tolices de Zapatero, que brinca com o fogo aqui perto, tem-se revelado particularmente virulento.

A Igreja tem em Portugal uma vastíssima acção social, com enormes benefícios para toda a comunidade. Na saúde, educação e imprensa, no património, animação cultural e assistência, no combate à pobreza, solidão e doença, nas prisões, hospitais, forças armadas, nas capelas mortuárias e cemitérios.

A esmagadora maioria das IPSS, creches, ATL, centros de dia e jornais regionais pertencem à Igreja. Uma enorme percentagem das escolas privadas, clínicas, grupos culturais, apoios domiciliários são animados pelos cristãos. Houve tempos em que a fé era simplesmente a vida, sem se dar pela diferença. Hoje, que gostamos de contabilizar essas coisas, a influência da Igreja é literalmente incalculável. Apesar disso, provavelmente por causa disso, a animosidade contra a Igreja permanece palpável, sobretudo em certas épocas.

O método tradicional é o lento estrangulamento. O Estado tributa furiosamente para depois com esse dinheiro fazer mal aquilo que a Igreja faz bem. Entretanto os inspectores paralisam as instituições católicas com regulamentos e exigências tolas.

Este método tem a vantagem de fingir que se faz política social e promoção da qualidade. O mais incrível é a flagrante insensibilidade para com a sorte e o bem-estar dos pobres, doentes, crianças, necessitados, que se diz proteger mas são usados como joguete na campanha ideológica.

Ultimamente avançou-se para um confronto mais aberto. Em nome da igualdade abstracta das religiões oprime-se a única que tem real expressão social. Os capelães hospitalares, prisionais e castrenses fazem um serviço inestimável e insubstituível. O Estado decide intrometer-se na intimidade das pessoas só para complicar e estragar.

A Igreja beneficia com estas perseguições. Mesmo hipócritas e veladas, elas desinstalam-na, estimulam-na, purificam-na. Se não fosse o enorme sofrimento que causam nos pobres, até se deviam aplaudir estes ataques.

João César das Neves, in Diário de Notícias

9.11.07

A questão sacerdotal

No Comunicado final da última Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, decorrida em Roma, no Pontifício Colégio Português, houve um ponto que me deixou algo perplexo:

3. A Assembleia procedeu a uma reflexão sobre os desafios que se colocam à Igreja em Portugal no próximo quinquénio. (...) Nas intervenções foram lançadas as prioridades que se vislumbram no horizonte e interligam a vida interna da Igreja com a sociedade. Entre estas apontaram: (...) clarificação da missão específica dos padres. (...)»

O Concílio Vaticano II já ficou para trás há mais de 40 anos. Foi, precisamente, no período pós conciliar que mais se falou da questão "identidade sacerdotal". Passado este tempo, os nossos Bispos ainda sentem que esta é uma questão importante, logo, parece ser uma questão à qual muitos sacerdotes não encontraram a resposta adequada.

A este propósito, recomendo uma leitura do Directório para o Ministério e Vida dos Presbíteros, cujo primeiro capítulo é dedicado ao tema: "Identidade do Sacerdote".

29.10.07

Duc in altum!


«Mulher, estás livre da tua enfermidade»; e impôs-lhe as mãos. Ela endireitou-se logo e começou a dar glória a Deus. Mas o chefe da sinagoga, indignado por Jesus ter feito uma cura ao sábado.»
(Lc 13, 12-14)

“Quem está encurvado olha sempre para a terra, e quem olha para baixo não se lembra do preço pelo qual foi redimido”
São Gregório Magno, Homilias sobre os Evangelhos, 31, 8

26.10.07

Cristo que passa


«Hipócritas, se sabeis discernir o aspecto da terra e do céu, porque não sabeis discernir o tempo presente? Porque não julgais por vós mesmos o que é justo?».
(Lc 12, 56)

O Senhor continua a passar pelas nossas vidas com sinais mais do que suficientes, mas existe o perigo de que não o reconheçamos. Faz-se presente na doença ou na tribulação, que nos purificam se sabemos aceitá-las e amá-las; está – de modo oculto mas real – naqueles que trabalham na mesma tarefa que nós e que precisam de ajuda, ou naqueles que participam do calor do nosso próprio lar, naqueles que encontramos diariamente por motivos tão diversos... Está por trás dessa boa notícia que espera que saibamos agradecer para nos conceder outras novas. São muitas as ocasiões em que sai ao nosso encontro... Que pena se não soubermos reconhecê-lo por estarmos excessivamente preocupados, distraídos, ou por faltar-nos piedade, presença de Deus!
Francisco Fernandez Carvajal, Falar com Deus

24.10.07

Fidelidade


A quem muito foi dado, muito será exigido; a quem muito foi confiado, mais se lhe pedirá».
(Lc 12, 48)

“Cada homem, cada mulher é como um soldado que Deus destaca para velar por uma parte da fortaleza do Universo. Uns estão nas muralhas e outros no interior do castelo, mas todos devem ser fiéis ao seu posto de sentinela e não abandoná-lo nunca; caso contrário, o castelo ficará exposto aos assaltos do inferno”.
(Autor desconhecido)

23.10.07

Aniversário

Hoje, este PESCADOR faz anos de ordenação sacerdotal.

Muitos parabéns!

Vigilância


«Felizes esses servos, que o senhor, ao chegar, encontrar vigilantes.»
(Lc 12, 37)

“Vigiar é próprio do amor. Quando se ama uma pessoa, o coração está sempre vigilante, esperando-a, e cada minuto que passa sem ela é em função dela e transcorre em vigilância [...].
Jesus pede amor. Por isso solicita vigilância”
Chiara Lubich, Meditações

22.10.07

Avareza


«Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens».
(Lc 12, 15)

"Assim, pois, o ter mais, tanto para as nações como para as pessoas, não é o fim último. Todo o crescimento tem dois sentidos bem diferentes. Se é necessário para permitir que o homem seja mais homem, por outro lado encerra-o numa prisão se se converte em bem supremo, que impede de olhar mais além. Então os corações se endurecem e os espíritos se fecham; os homens já não se unem pela amizade, mas pelo interesse, que em breve os faz opor-se uns aos outros e desunir-se. A busca exclusiva da posse dos bens converte-se num obstáculo para o crescimento do ser, e opõe-se à sua verdadeira grandeza. Tanto para as nações como para as pessoas, a avareza é a forma mais evidente de um subdesenvolvimento moral”
(Paulo VI, Populorum progressio, 26.03.1967, n. 19)

18.10.07

Hábito eclesiástico


Muitas vezes me perguntam porque ando vestido de sacerdote. A resposta normal é "porque me apetece". Mas, por trás deste motivo pessoal está o desejo de cumprir o que pede a Igreja aos seus sacerdotes.
Frequentemente, mesmo em conversa com colegas sacerdotes, vem ao de cima este tema. E, algumas vezes, as razões apontadas para não se andar vestido de sacerdote prendem-se com o ambiente, com o medo a ser-se criticado, com uma falsa humildade entendida como "querer passar despercebido".
Conheço sacerdotes muito mais doutos, santos, piedosos e apostólicos do que eu que não usam o hábito eclesiástico. Mas, ao mesmo tempo, não encontro em nenhum sítio onde esteja estipulado pela Igreja a possibilidade dos sacerdotes não andarem "normalmente" vestidos como sacerdotes.
E a experiência com os leigos confirma que, o uso habitual do traje eclesiástico não só não é um obstáculo, mas sim uma ajuda no ministério sacerdotal.
Deixo alguns textos:

Código de Direito Canónico, cân. 284
"Os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pela Conferência dos Bispos e com os legítimos costumes locais."


Conferência Episcopal Portuguesa:
"Em conformidade com o cân. 284, a Conferência Episcopal Portuguesa determina:
1. Usem os sacerdotes um trajo digno e simples, de acordo com a sua missão;
2. Esse trajo deve identificá-los sempre como sacerdotes, permanentemente disponíveis para o serviço do povo de Deus.
3. Esta identificação far-se-á, normalmente, pelo uso:
a) da batina;
b) ou do fato preto ou de cor discreta com cabeção.

Directório para a Vida e Ministério dos Presbíteros, 66:
Numa sociedade secularizada e de tendência materialista, onde também os sinais externos das realidades sagradas e sobrenaturais tendem a desaparecer, sente-se particularmente a necessidade de que o presbítero — homem de Deus, dispensador dos seus mistérios — seja reconhecível pela comunidade, também pelo hábito que traz, como sinal inequívoco da sua dedicação e da sua identidade de detentor dum ministério público.(211) O presbítero deve ser reconhecido antes de tudo pelo seu comportamento, mas também pelo vestir de maneira a ser imediatamente perceptível por cada fiel, melhor ainda por cada homem, a sua identidade e pertença a Deus e à Igreja.
Por este motivo,o clérigo deve trazer um hábito eclesiástico decoroso, segundo as normas emanadas pela Conferência Episcopal e segundo os legítimos costumes locais. Isto significa que tal hábito, quando não è o talar, deve ser diverso da maneira de vestir dos leigos e conforme à dignidade e à sacralidade do ministério. O feitio e a cor devem ser estabelecidos pela Conferência dos Bispos, sempre de harmonia com as disposições do direito universal.
Pela sua incoerência com o espírito de tal disciplina, as praxes contrárias não se podem considerar legítimas e devem ser removidas pela autoridade eclesiástica competente.
Salvas excepções completamente excepcionais, o não uso do hábito eclesiástico por parte do clérigo pode manifestar uma consciência débil da sua identidade de pastor inteiramente dedicado ao serviço da Igreja.

Pontifício Conselho para a interpretação dos textos legislativos, "Esclarecimentos sobre o valor vinculativo do art. 66 do Directório para a vida e ministério dos presbíteros":
1.O Directório para o ministério e a vida dos presbíteros, publicado pela Congregação para o Clero por encargo e com a aprovação do Santo Padre João Paulo II, está, sem dúvida, impregnado, na sua totalidade, de um profundo espírito pastoral. No entanto, isso não elimina o valor normativo de muitos dos seus artigos, os quais não têm somente um caracter exortativo, mas são juridicamente vinculativos.
2.Esta obrigatoriedade jurídica e disciplinar refere-se seja às normas do Directório que se referem simplesmente a normas idênticas contidas no Código de Direito Canónico (como por ex. o art. 16, §6), seja a outras normas que determinam o modo concreto de execução das leis universais da Igreja, tornando claras as suas razões doutrinais e encorajando a sua fiel observância (como, por ex., os art. 62-64).
3.As normas deste último tipo, que pertencem à categoria dos Decretos Gerais executórios e “obrigam todos aqueles que devem cumprir as próprias leis” (Código de Direito Canónico, cân. 32), são, geralmente, publicadas pela Santa Sé em Directórios, como está previsto pelo Código de Direito Canónico (cân. 33, §1).
4.No que se refere, concretamente, ao art. 66 do “Directório para o ministério e a vida dos presbíteros”, este artigo contém uma normativa geral, complementar ao cân. 284 do Código de Direito Canónico, com as características próprias dos Decretos Gerais executórios (cfr. Cân. 31). Trata-se, portanto, de uma norma à qual se desejou atribuir, explicitamente, uma exigência jurídica, como se pode deduzir do próprio conteúdo do texto e do sítio no qual foi incluído: sob o título “A obediência”.
5.De facto, o já citado art. 66:
a.Lembra, citando recentes ensinamentos do Magistério pontifício sobre este tema, o fundamento doutrinal e as razões pastorais do uso do hábito eclesiástico por parte dos ministros sagrados, como prescrito no cân. 284;
b.Determina, mais concretamente, o modo de pôr em prática a lei universal sobre o uso do hábito eclesiástico, e, portanto, “tal hábito, quando não è o talar, deve ser diverso da maneira de vestir dos leigos e conforme à dignidade e à sacralidade do ministério. O feitio e a cor devem ser estabelecidos pela Conferência dos Bispos, sempre de harmonia com as disposições do direito universal.”
c.Pede, com uma declaração categórica, a observância e a recta aplicação da normativa sobre o hábito eclesiástico: “Pela sua incoerência com o espírito de tal disciplina, as praxes contrárias não se podem considerar legítimas e devem ser removidas pela autoridade eclesiástica competente.”É à luz destas precisações, aprovadas pela mesma Suprema Autoridade que promulgou o Código de Direito Canónico, que devem ser interpretados também os Decretos gerais elaborados pelas Conferências Episcopais como normativa complementar à lei universal contida no cân. 284.
6.Segundo quanto prescrito no cân. 32, estas disposições do art. 66 do “Directório para o ministério e a vida dos presbíteros” obrigam todos aqueles que estão incluídos na lei universal do cân. 284, ou seja, os Bispos e os presbíteros, excluindo-se, portanto, os diáconos permanentes (cfr. Cân. 288). Os Bispos Diocesanos, além disso, são a autoridade competente para solicitar a obediência a esta disciplina que acima se expôs e para remover os eventuais costumes contrários ao uso do hábito eclesiástico (cfr. Cân. 392, §2). Às Conferências Episcopais corresponde facilitar o cumprimento das obrigações de cada um dos Bispos diocesanos.

Roma, 22 de Outubro de 1994

Vincenzo Fagiolo, Presidente
Julián Herranz, Secretário
(cf. Communicationes, 27 [1995] 192-194)

A imensidão da seara


«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara.»
(Lc 10, 3)

“– O Senhor chamou-nos, a nós católicos, para que O seguíssemos de perto; e, nesse Texto Santo, encontras a Vida de Jesus; mas, além disso, deves encontrar a tua própria vida.
Aprenderás a perguntar tu também, como o Apóstolo, cheio de amor: «Senhor, que queres que eu faça?...» A Vontade de Deus!, ouvirás na tua alma de modo terminante.
Pois bem, pega no Evangelho diariamente, e lê-o e vive-o como norma concreta. – Assim procederam os santos”
S. Josemaria Escrivá, Sulco, 764

17.10.07

Fátima

No rescaldo das celebrações dos 90 anos de Fátima, ficaram-me algumas notas:
1. Nossa Senhora falou a 3 pastorinhos e, 90 anos depois, foram cerca de 200 mil aquelas que quiseram estar presentes nas celebrações. Os frutos da graça de Deus não são, no entanto, quantificáveis. Os milhares, talvez milhões, de pessoas a quem já tocou a Mensagem que Nossa Senhora fazem-nos pensar: e se os Pastorinhos não tivessem sido fiéis aos pedidos de Maria? E se tivessem cedido à pressão da família, das autoridades civis para desmentirem o que tinham visto e ouvido?
2. O Congresso realizado pela ocasião destes 90 anos das aparições demonstraram que que a Mensagem de Fátima não perdeu a sua actualidade. Vale a pena conhecê-la e dá-la a conhecer.
3. É verdade que a Basílica teve os seus custos, a arte que a preenche é de beleza e qualidade discutível. É verdade que esse dinheiro podia ser usado para obras de fins caritativos. Vêm-me, no entanto, à memória as palavras de Nosso Senhor: "Pobres sempre os tereis" (Jo 12, 8). A necessidade de promover as confissões num espaço digno, de melhorar as condições onde os peregrinos possam rezar justificam o investimento. Investimento externo (no edifício e no que o constitui) para um investimento na vida interior dos peregrinos. Ainda que só se celebrasse uma Santa Missa ou só uma pessoa se abeirasse do Sacramento da Penitência, teria valido a pena o investimento.
4. O Santuário de Fátima, precisamente pela importância mediática que foi ganhando, tem também a responsabilidade de ser exemplar na liturgia. Se, na parte musical, o comportamento foi de excepção, há outros aspectos (acólitos, tempos de silêncio, ministros extraordinários da comunhão, entre outros) que podiam ser melhorados.

Hipocrisia

«Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e das saudações na praça pública! Ai de vós, porque sois como sepulcros disfarçados, sobre os quais passamos sem o saber!».
(Lc 11, 43-44)

Não nos deve admirar que os fariseus fossem como são descritos no Evangelho. No entanto, nós, que fomos considerados dignos de ser templo do Espírito Santo, nos convertêssemos em sepulcros que só encerram podridão, cairíamos na maior das desgraças.
S. João Crisóstomo,in Matthaeum hom. 74

16.10.07

Esmola


«Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade. Insensatos! Quem fez o interior não fez também o exterior? Dai antes de esmola o que está dentro e tudo para vós ficará limpo».
(Lc 11, 40-41)

"Esmola, palavra grega, significa etimologicamente compaixão e misericórdia. Circunstâncias diversas e influxos de uma mentalidade restritiva alteraram e profanaram de certo modo o seu significado primigénio, reduzindo-o talvez a um acto sem espírito e sem amor. Mas a esmola, em si mesma, entende-se essencialmente como atitude do homem que adverte a necessidade dos outros, que quer tornar participantes os outros do próprio bem. Quem diria que não haverá sempre outro que tenha necessidade de ajuda, antes de mais espiritual, de apoio, de consolação, de fraternidade, de amor? O mundo está sempre muito pobre de amor"
(João Paulo II, Alocução aos jovens, 28-III-1979).

15.10.07

Juízo


"No juízo final, os homens de Nínive levantar-se-ão com esta geração e hão-de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; e aqui está quem é maior do que Jonas»."
(Lc 11, 31-32)

"A morte põe fim à vida do homem como tempo aberto ao acolhimento ou à recusa da graça divina manifestada em Cristo. O Novo Testamento fala do juízo principalmente na perspectiva do encontro final com Cristo na segunda vinda deste, mas repetidas vezes afirma também a retribuição, imediatamente depois da morte, de cada um em função de suas obras e de sua fé.
Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja por meio de uma purificação, seja para entrar de imediato na felicidade do céu, seja para condenar-se de imediato para sempre."
Catecismo da Igreja Católica, 1021-1022.

12.10.07

Opções


"Quem não está comigo está contra Mim e quem não junta comigo dispersa."
Lc 11, 23

"Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo."
Bento XVI, Deus caritas est, 1

11.10.07

Oração


Pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei à porta e abrir-se-vos-á. Porque quem pede recebe; quem procura encontra e a quem bate à porta, abrir-se-á. Lc 11, 9-10)

"A oração é um dom da graça, mas pressupõe sempre uma resposta decidida da nossa parte, porque o que reza combate contra si mesmo, contra o ambiente e sobretudo contra o Tentador, que faz tudo para retirá-lo da oração. O combate da oração é inseparável do progresso da vida espiritual. Reza-se como se vive, porque se vive como se reza."
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 572

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9.10.07

Marta e Maria


«Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada».Lc 10, 42

"Marta ocupava-se em muitas coisas, dispondo e preparando a refeição do Senhor. Pelo contrário, Maria preferiu alimentar-se do que dizia o Senhor. Não reparou de certo modo na agitação contínua de sua irmã e sentou-se aos pés de Jesus, sem fazer outra coisa senão escutar as Suas palavras. Tinha compreendido de forma fidelíssima o que diz o Salmo: 'Descansai e vede que Eu sou o Senhor' (Ps 46,11). Marta consumia-se, Maria alimentava-se; aquela abarcava muitas coisas, esta só atendia a uma. Ambas as coisas são boas"
Santo Agostinho, Sermão 103

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A assistência religiosa nos hospitais

"Para nós, os demónios, é um autentico desastre que os homens estejam continuamente a lembrar-se da morte. O ideal é que morram em clínicas caras, rodeados de médicos que mentem, de enfermeiras que mentem, de amigos que mentem, todos eles prometendo-lhes a vida, omitindo a menor referência a um sacerdote..."
C. S. Lewis, Cartas do Diabo ao seu sobrinho

Tudo o que, recentemente, se tem escrito sobre a assistência espiritual e religiosa nos hospitais fez-me lembrar estas palavras de C. S. Lewis.
Apesar da complexidade da questão, é possível que, só o diálogo, não chegue para que os doentes não se vejam privados de assistência espiritual. Oração precisa-se...

6.10.07

Ecos do primeiro dia de caça

Pároco: Então, Sr, Agostinho, a caça correu bem?
Sr. Agostinho: Muito bem, Sr. Abade. Graças a Deus, ninguém se magoou... nem sequer os coelhos!

5.10.07

Dureza de coração


"Quem vos escuta, escuta-Me a Mim; e quem vos rejeita, rejeita-Me a Mim. Mas quem Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou»." (Lc 10, 15-16)


“Não é a bondade de Deus que tem a culpa de que a fé não nasça em todos os homens, mas a disposição insuficiente dos que recebem a pregação da palavra” (São Gregório Nazianzeno, Oratio catechetica magna, 31)

4.10.07

S. Francisco de Assis


«Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. (Mt 11,25)

A fé não procura coisas extraordinárias, mas esforça-se por se tornar útil, servindo os irmãos na perspectiva do Reino. A sua grandeza está na humildade: «Somos servos inúteis...». Uma fé humilde é uma fé autêntica. E uma fé autêntica, ainda que seja tão pequena «quanto uma semente de mostarda», pode realizar coisas extraordinárias.
João Paulo II, Homilia, 1998.10.04

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3.10.07

Desprendimento


Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos iam a caminho de Jerusalém, quando alguém Lhe disse: «Seguir-Te-ei para onde quer que fores». Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm as suas tocas e as aves do céu os seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça».(Lc 9, 57-58)

«Jesus pede aos seus discípulos, a todos, um desprendimento habitual: a atitude firme de estar por cima das coisas que necessariamente se têm de usar. Para nós, que fomos chamados a seguir o Senhor sem sair do mundo, manter o coração desprendido dos bens materiais, sem deixar de usar o necessário, requer uma atenção constante, sobretudo numa época em que parece imperar o desejo de possuir e saborear tudo o que agrada aos sentidos e em que, para muitos – dá essa impressão –, esse é o principal fim da vida2. Viver a pobreza que Cristo nos pede requer uma grande delicadeza interior: nos desejos, no pensamento, na imaginação; exige que se viva com o mesmo espírito do Senhor.»
Francisco Fernandez Carvajal, in Falar com Deus

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2.10.07

Uma questão de valores

"Rui Pereira, ministro da Administração Interna, defendeu esta semana, numa intervenção realizada na Escola Superior de Educação de Leiria, que o ensino dos valores de cidadania nas aulas de Educação Cívica é essencial para "a mudança de mentalidades e a construção de um Portugal melhor". Rui Pereira pressupõe que a transmissão de valores deve ser uma função do Estado. Mas, dado que a sociedade portuguesa é pluralista, essa função deve ser questionada. Se o Estado vai transmitir valores, vai transmitir os valores de quem? E se numa sociedade pluralista coexistem valores contraditórios, que valores é que o Estado deve transmitir?

Pode-se argumentar que o Estado deve transmitir os valores consensuais. Mas os valores consensuais estão em todo o lado. Na televisão, em casa, nos grupos de amigos e nas empresas. Os valores consensuais são absorvidos por todos os cidadãos desde a infância. A transmissão de valores consensuais através do ensino público é um desperdício de tempo e de recursos.

Pode-se argumentar que o Estado deve transmitir os valores da maioria. Mas esse é um caminho perigoso. As minorias têm tanta legitimidade para exigir que o Estado transmita os seus valores quanto a maioria. Vivemos numa sociedade aberta e plural em que a liberdade de pensamento, de expressão e de ensino é reconhecida a todos sem excepção. O Estado deve respeitar esse pluralismo abstendo-se de promover determinados valores em detrimento de outros. Na sua intervenção, Rui Pereira destacou os valores da liberdade, responsabilidade, igualdade, solidariedade e segurança. Ou seja, aqueles valores que dividem qualquer sociedade. O debate político em Portugal é precisamente sobre qual deve ser o equilíbrio óptimo entre liberdade, responsabilidade, igualdade, solidariedade e segurança.

Pode-se argumentar que os governantes sabem melhor do que os cidadãos quais são os valores mais adequados para a sociedade. Mas este argumento constitui uma inversão da relação entre governantes e cidadãos. Numa democracia, são os cidadãos que escolhem os valores que devem orientar o Governo. Não são os governantes que definem que valores os cidadãos devem ter. Por outro lado, só a brincar é que alguém atribuiria a políticos o papel de definir os valores sob os quais a sociedade deve viver. Somos governados por um primeiro-ministro que mentiu para ganhar as eleições, por uma ministra da Educação que diz que não se arrepende de violar a Constituição e por um ministro da Administração Interna que acha normal que um juiz do Tribunal Constitucional interrompa o seu mandato para servir o seu partido como ministro. Se os governantes não têm uma vida ética, porque é que haveriam de ser eles a definir os valores que devem reger a sociedade?"

João Miranda, in Diário de Notícias

Festa dos Santos Anjos da Guarda


"Quem acolher em meu nome uma criança como esta acolhe-Me a Mim. Vede bem. Não desprezeis um só destes pequeninos. Eu vos digo que os seus Anjos vêem continuamente o rosto de meu Pai que está nos Céus». (Mt 18, 10)

"O Senhor chama pequenos, não às crianças, mas sim àqueles que muitos consideram pequenos: refiro-me aos pobres, aos miseráveis, aos vulgares. Chama, pois, assim, aos que, para a opinião pública, são pequenos. Assim como fugir daqueles que são perversos traz consigo um grande bem, assim igualmente, honrar os bons. É por isso uma dupla utilidade: afastarmo-nos de amizades que escandalizam; outra, honrar e reverenciar os santos." (S. João Crisostomo, In Math., 59)

1.10.07

Exposição: "A Palavra e o Espírito"



Foi, anteontem, inaugurada uma exposição de Arte Sacra, que reúne peças, sobretudo, dos concelhos de Lamego e de Tarouca.
É o resultado de um trabalho que envolveu várias parcerias e que se deve ao tenaz trabalho do Pe. Hermínio Lopes e à perícia do Dr. Nuno Resende. Deixo uma palavra de muitos parabéns aos dois.

14.9.07

Festa da Exaltação da Santa Cruz

Em conversa com sacerdotes e até com outras pessoas, frequentemente se constata um certo desânimo, uma falta de encantamento, pois este mundo, no qual vivemos, parece afastar-se cada vez mais de Deus.
A isto acresce o facto de sermos portugueses, um povo tradicionalmente propenso ao pessimismo.
No entanto, é na contemplação de Nosso Senhor Jesus Cristo, suspenso na Cruz, que o pessimismo deve dar lugar ao optimismo, a tristeza à alegria, o desânimo à coragem. E ressoam nos nossos ouvidos as palavras do Mestre: ''Quando eu for levantado da terra, atrairei todos a Mim!''
Além disso, somos nós os herdeiros de uma outra promessa: ''Eu estarei convosco até ao fim dos tempos''. Não podemos, por isso, deixar que o pessimismo e o desânimo tomem conta da nossa vida.

1.8.07

Reflexos de uma novena

Na oração, por vezes, mais vale um coração sem palavras do que palavras sem coração.

Autor conhecido (eu é que não sei quem é)

23.7.07

A videira e os ramos

«Eu sou a videira verdadeira e o meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que não dá fruto em mim e poda o que dá fruto, para que dê mais fruto ainda.» (Jo 15, 1-2)


"Nesta passagem do Evangelho, ó irmãos, na qual o Senhor diz que Ele é a videira e os seus discípulos são os ramos, di-lo enquanto Ele, Cristo Jesus, mediador entre Deus e os homens, é Cabeça da Igreja e nós os seus membros. A videira e os ramos, de facto, são da mesma natureza; por isso, sendo Ele Deus, e não sendo nós da mesma natureza, encarnou para que, n'Ele, a natureza humana se tornasse na videira, para que nós homens pudessemos ser os ramos."
Sto. Agostinho, In Joannis Evangelium tractatus, Sermo 80, 1

16.7.07

VI Encontro Nacional sobre causas matrimoniais

De 13 a 15 de Setembro de 2007, decorrerá em Fátima o VI Encontro Nacional sobre Causas Matrimoniais, organizado pela Associação Portuguesa de Canonistas.
O Encontro terá lugar na Casa de Nossa Senhora do Carmo e destina-se a membros dos Tribunais eclesiásticos (juizes, defensores do vínculo, advogados), sacerdotes e juristas civis interessados.
Os temas a tratar serão:
a) Exclusão da indissolubilidade, pelo Sr. Cón. João Seabra
b) Dolo, pelo Pe. Dr. José Maria Coelho
c) Direito português e concepção cristã sobre matrimónio e família, pela Prof. Doutora Maria Rita Lobo Xavier;
d) Imaturidade afectiva, pelo Dr. João Pedro Mendonça Correia.

As inscrições podem ser feitas por aqui.

2.7.07

Realidades

''A criatura mais perfeita que Deus criou não tem o poder de perdoar nem um único pecado...
O maior dos pecadores, se for sacerdote, pode perdoar todos os pecados''
S. João Maria Vianney

14.6.07

Um justo reconhecimento

Hoje à noite, decorre no Seminario a apresentação do livro que publica a tese de doutoramento do Sr. Pe. João Antonio Pinheiro Teixeira. A tese, que tem por titulo ''A finitude do Infinito. O itinerario teologal do homem em Xavier Zubiri'', é um monumento de 510 paginas, no qual o autor disserta magistralmente sobre o pensamento do filósofo espanhol.
Na sessão de apresentação marcaram presença o Sr. Bispo de Lamego, D. Jacinto Botelho, o Sr. Bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos, o Sr. Pe. Dr. Jacinto Farias, co-orientador da tese, e muitos sacerdotes e amigos do autor. É o reconhecimento justo e sentido de uma mente privilegiada na pessoa humilde e simples do Sr. Pe João António.
Muitos parabéns, caro Pe. João António!

24.4.07

Falecimento de Mons. Eduardo Russo, Vigário Geral

Na madrugada de ontem, faleceu Mons. Eduardo António Russo, Vigário Geral da Diocese de Lamego.

Nascido a 04 de Setembro de 1928, frequentou os Seminários de Resende e Lamego. Receu a ordenação sacerdotal em 05 de Julho de 1953. Foi pároco e, durante muitos anos, dedicou-se ao ensino, seja em escolas públicas, seja no Colégio Beneditino de Lamego.

Em 1996, depois da nomeação do Sr. D. Jacinto Botelho para Bispo auxiliar de Braga, foi nomeado Vigário Geral. Em 1998, com a morte de D. Américo Couto de Oliveira, foi nomeado Administrador Diocesano, cargo que ocupou até Janeiro de 2000, data em que foi nomeado Bispo de Lamego o Sr. D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho, que, depois de tomar posse, o confirmou como Vigário Paroquial.

Além de Vigário Geral, era também ecónomo da Diocese, Deão do Cabido da Catedral e Juiz da Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios.

De trato afável, serviu incansavelmente a Igreja, mantendo o seu serviço até ao fim. Os seus mais de 50 anos de sacerdócio foram passados a servir como melhor sabia e podia a Igreja Diocesana de Lamego, que muito sentirá a sua falta. Dentro dos seus grandes projectos, está a recuperação da Casa do Poço, onde ficará a funcionar o Arquivo e Museu da Diocese.

A saúde de Mons. Eduardo Russo foi-se deteriorando ao longo dos últimos meses. No sábado passado deu entrada no Hospital de Lamego, onde acabaria por falecer na madrugada de segunda feira.

O seu funeral, presidido pelo Sr. D. Jacinto, realiza-se na Sé de Lamego esta tarde pelas 16h, seguindo depois o seu corpo para Soutelo do Douro, concelho de S. João da Pesqueira, onde será sepultado pelas 19h.