31.8.06

Glasgow again

Regressámos a Glasgow. A chuva marcou fortemente a viagem de regresso, para não sentirmos a falta dela quando regressarmos a Portugal.
Esta é um noite para recuperar as forças.

A despedida de Eigg

Ontem à noite, a carrinha decidiu fazer das suas, e deixou de funcionar. Por isso, depois de jantar, um grupo de eleitos decidiu, voluntariamente, fazer a pé as 4 milhas que separam o sítio onde jantámos do sítio onde estávamos alojados.

Hoje de manhã, celebrámos a Santa Missa votiva da Santissima Eucaristia, em acção de graças pelo facto de tudo ter corrido pelo melhor. A Igreja ficou bastante mais acolhedora depois das pinturas e a dignidade do templo subiu vários degraus.

Apesar do cansaço e da chuva, depois da Santa Missa houve tempo para as fotos de despedida. Fomos agradecendo às pessoas o modo acolhedor como nos receberam.

Entretanto, um dos habitantes conseguiu pôr a carrinha a funcionar hoje de manhã e foi possível pô-la no ferry.

Todos embarcamos no ferry para mallaig, uma cidade costeira, onde vamos apanhar o comboio para glasgow, já que a carrinha não oferece qualquer esperança de nos levar até lá.

30.8.06

Working hard

Hoje foi o dia das últimas pedras.

O dia começou com a oração pessoal. Meia hora de diálogo com o Senhor. Seguiu-se a Santa Missa.

E depois veio mais um dia de trabalho intenso, que começou por volta das 10h da manhã e só terminou às 9h da noite.

Terminou-se a pintura exterior. Nem a chaminé escapou ao branco da tinta (sim, a Igrejatem uma chaminé).

Por dentro, também foi terminada a pintura e o arranjo das paredes. Por fim, o sistema de drenagem à volta da Igreja, que vai impedir que as águas danifiquem as paredes da mesma, também ficou pronto. Foi necessário ir buscar brita, várias vezes, à praia. Houve dois habitantes da ilha que trouxeram os próprios tractores e deram uma mão.

Foi um dia extenuante para todos mas, ao mesmo tempo, não diminuiu o entusiasmo por fazer as coisas com a maior perfeição humanamente possível.

Ao contrário dos dias anteriores, em que o tempo ia alternando entre sol e chuva miuda, hoje esteve um dia cinzento, carregado de nuvens. Ao longo do dia, fomos pedindo a Nosso Senhor que nos desse tempo para terminar os trabalhos que estavam a decorrer. E a chuva acabou por aparecer só quando já estava praticamente terminado.

A Mary e a Peggy, duas das senhoras em casa das quais ficámos alojados, prepararam um jantar reforçado. Acho melhor ir jantar antes que o clero fique sem comida (o que, dado o peso, até nem seria uma coisa muito má).

29.8.06

Aqui está a prova...

... Que isto não são só férias.

Os trabalhos correram melhor do que o previsto. O muro exterior já está quase pronto, graças também à ajuda de um habitante da ilha, especialista na matéria. Mas o trabalho de braços é quase todo português.

Afinal o tempo permitiu que se começasse a pintar o exterior. O fachada da Igreja já teve a primeira demão e amanhã terá a segunda.

Hoje o dia termina com o jantar no Community Hall.

O dia do cansaço

Hoje foi o primeiro dia em que fizemos oração sem a presença de Nosso Senhor no Sacrário, pois ontem, depois da Santa Missa, tivemos que O retirar por causa das pinturas interiores.

De seguida, celebrámos a Santa Missa e fizemos a acção de graças.

Hoje o dia está de chuva, por isso não se vai poder pintar o exterior, mas o interior deve ficar pronto.

Já se começou a escavar um pequeno poço para onde confluirão as águas do sistema de drenagem.

O cansaço começa a ser intenso, mas, ao mesmo tempo, vemos a alegria destas pessoas da ilha e isso dá-nos mais força para continuar.

28.8.06

Reconstruindo

Como habitualmente, dia começou com meditação e a Santa Missa, presidida pelo Fr. Stephen.

Já quase que conseguimos cumprir o horário. O facto de estarmos alojados por várias casas relativamente distantes umas das outras e o hábito inglés de tomar um pequeno almoço tão consistente que dá forças para o dia todo não tem ajudado muito, mas hoje o atraso foi só de dez minutos.

Em seguida, continuaram-se os trabalhos. Uma vez que estava a chover, avançou-se com a pintura da capela-mor, a sacristia também já está quase pronta.

Depois de almoço houve palestra e outros meios de formação. E, de tarde, já com sol, continuaram-se os trabalhos no exterior. Um grupo, com a ajuda de um dos habitantes da ilha, está a reconstruir o muro que circunda a Igreja. Outro grupo continua a escavar o sistema de drenagem das águas, e as pinturas do interior também continuaram.

O Fr. Stephen regressou ao continente, pois tem outras obrigações pastorais. Voltaremos e encontrá-lo em Glasgow, antes de regressarmos a Portugal.

Amanhã continua o trabalho.

27.8.06

Jantar Portugal

Depois de um dia de trabalho, houve tempo para uma breve palestra e, depois seguiu-e o jantar, que foi na única tea room da ilha. Depois do jantar, cantamos musicas portuguesas e os simpaticos escoceses responderam com algumas melodias tipicas da Escócia.

Living in Eigg

Hoje de manhã, o Fr. Steven presidiu à Santa Missa dominical, em inglês. Além dos portugueses, estavam presentes vários dos habitantes da ilha. A última vez que tinha sido celebrada a Santa Missa aqui na ilha tinha sido no passado mês de Junho. O sacerdote que costuma vir aqui celebrar a Santa Missa é o pároco de duas paróquias que ficam à beira mar, na zona continental da Escócia e só consegue vir aqui uma vez por mês.

A ilha tem, no total, 85 habitantes. Ontem, depois de termos chegado e de nos termos instalado, fomos jantar ao Community hall. Depois do jantar, tivemos um encontro para programar o trabalho nos próximos dias. O jantar foi feito pela Mary e pela Peggy, duas senhoras já de uma certa idade que se têm esforçado para que nada nos falte. Nesse encontro, a Mary contou-nos que a ilha não é propriedade do Estado Escocês, mas sim de uma empresa: a Eigg Trust Association. Todos os actuais habitantes de Eigg que têm mais do que 18 anos têm acções nesta empresa. Ou seja, na prática, estes habitantes compraram esta ilha ao governo escocês por um milhão e meio de libras há alguns anos atrás e são eles que gerem o património e a vida da ilha.

Depois da Santa Missa de hoje de manhã, começou o trabalho de reconstrução da Igreja. Hoje começaram a ser feitos os arranjos interiores, para preparar a pintura da capela mor e da sacristia, ambas bastante danificadas.

Também é necessário fazer um sistema de drenagem da água, pois a zona envolvente da Igreja está bastante pantanosa. E, por fim, é necessário pintar todo o exterior. Esperemos que o tempo o permita.

Hoje o dia começou com chuva. O sol acabou por aparecer e, ao final da tarde, tivemos novamente chuva. Mesmo assim, houve uns voluntários que foram experimentar a água do mar, pois perto da Igreja há uma baía lindíssima, com uma areia muito fina que convida a um mergulho.

26.8.06

A Igreja que vamos ajudar a reconstruir

Esta é a Igreja.

O interior está bastante bem conservado, mas o exterior está muito danificado. São necessários pequenos arranjos e é preciso pintá-la.

O tecto da capela mor é de madeira. Tem um sacrário muito bonito, um altar de madeira digno. O revestimento das paredes é de tijolo, muito típico nesta zona.

Ao lado da Igreja está uma casa de habitação também está muito danificada.

Destino: Ilha de Eigg

E finalmente chegamos a Eigg!

Ja estamos devidamente alojados, distribuidos por varias casas.

O ferry deixou-nos de uma parte da ilha, e estamos alojados do lado contrário àquele onde o ferry nos deixou. Alguns fizemos esse percurso no atrelado de um tractor de um senhor da ilha, outros foram na carrinha que nos trouxe de Glasgow e que veio connosco no ferry.

À chegada, estava sol e não encontrámos muito frio até ao momento.

Fomos muito bem recebidos por todos. Pelo que deu para ver, há bastante malta nova, que se encontra ainda em férias escolares.

Hoje, depois de jantar, temos um meeting para combinar o programa dos próximos dias.

Destino: Ilha de Eigg

A ilha de Eigg vista do mar

Highlands

A manhã começou com a Santa Missa. Além dos portugueses, juntaram-se ao grupo o Felix e o Dominic, dois universitários de Manchester que nos vão acompanhar até à ilha de Eigg.
A viagem de Glasgow até essa já mundialmente conhecida faz-se em dois carros e uma carrinha de dezasseis lugares. No total, vamos em direcção a Eigg, 25 pessoas: 21 portugueses, dois ingleses, um escocês e um sacerdote que, apesar de ter nascido e crescido em Portugal, está há muitos anos a morar no Reino Unido.
Para chegarmos à ilha, teremos que fazer uma breve viagem de ferry. Está previsto chegarmos ao destino a meio da tarde.
As paisagens por onde vamos passando são de uma beleza inacreditável, apesar da chuva não permitir ter um grande ângulo de visão.

25.8.06

Way to Scotland

A alvorada foi mais cedo do que é costume. Às 7h tinhamos que apanhar o comboio para Glasgow. Graças a Deus, todos conseguimos chegar a tempo.
A rede ferroviaria é, de facto, excelente e o comboio onde viajamos tem imenso conforto.
A chegada a Glasgow está prevista para as 12.36h. Provavelmente estará alguém à nossa espera (sem ser a policia, esperemos).
Este tempo de aparente inactividade no comboio serve para alguns descansarem. Eu aproveitei para fazer a oração, rezar o breviário pela santificação dos sacerdotes e, enquanto espero pelos meus fregueses vou fazendo companhia à minha boa Mãe do Céu.

24.8.06

London: day two

O dia começa novamente com oração. Diante do Senhor, abrimos os nossos corações, sabendo que Ele nos escuta: "Pedi e recebereis..."
Segue-se a Santa Missa e, depois, alguns minutos de acção de graças.
E, depois de acabarmos o pequeno almoço, vamos à descoberta da cidade. Não chove, mas as ameaças são mais do que evidentes. Mais um dia dedicado à cultura.

23.8.06

Tudo muda

Hoje tive oportunidade de visitar alguns templos anglicanos. Pelo meio, também pude entrar nalguma Igreja católica. A sensação que se tem ao entrar nos primeiros é a mesma que quando se entra num museu. Falta-lhes Tu, Senhor. E isso muda tudo. Onde estas Tu, tudo o resto é superfluo.

O regresso à normalidade

O dia começou com a oração, seguida de Santa Missa.

Seguiu-se, o pequeno almoco e hoje é dia de visitar a City: British Museum, ouvir um concerto coral em St. James Park, conhecer a Abadia de Westminster, acertar a hora no Big Ben e ver ao longe a House of Parliament.

Há que recuperar forcas antes de deitarmos mão ao trabalho a sério.

Muito obrigado pelas orações. São muito, mas muito bem vindas.

22.8.06

London

A chegada à City foi absolutamente normal. Heathrow estava o aeroporto movimentado do costume mas, à primeira vista, não deu para notar nada fora do normal.
Chegámos, sem grande novidade ao local onde nos vamos hospedar. Pude celebrar a Santa Missa com toda a tranquilidade.
Não é um acaso que tudo tenha corrido tão bem. É que hoje é a festa de Nossa Senhora Rainha.

As aventuras do costume

O bilhete do Bernardo estava com um nome trocado. O bilhete tinha um Vasconcelos e ele, de Vasconcelos, não tem mesmo nada.
Ao chegarmos a Madrid, foi necessário mudar o bilhete, se não, corria o risco de ficar fazer companhia a nuestros hermanos em vez de vir para terras de Sua Majestade. A solução do problema não estava a ser fácil. A certa altura, estava a questão num impasse, quando decidimos deitar mão à solução do costume: rezar.
O problema não só se resolveu como ainda puseram o Bernardo em primeira classe.
A oração é, de facto, omnipotente.

Madrid

A paragem em Madrid serve para nos irmos conhecendo melhor. Ao contrário do que imaginavamos, não tivemos grandes problemas até agora. A viagem de avião foi absolutamente normal. Londres espera-nos.

Confusão organizada

O processo de pôr um comboio em andamento é sempre complicado.

Este workcamp envolve universitários de Braga, Porto, Viseu, Coimbra e Lisboa. Vamos cheios de vontade de ajudar, e com um alegria enorme no coração.

Repetem-se, novamente, as palavras da Escritura: "Há mais alegria no dar do que no receber"

23.30h: Briefing com as primeiras informações sobre a viagem, horários e afins. Amanhã, as hostilidades abrem oficialmente às 6h, com o check-in.

Omnia in bonum!

21.8.06

Viagem

Inicio mais uma viagem, uma viagem que é uma missão. Pediram-me para acompanhar um grupo de universitarios que vai reconstruir uma Igreja numa ilha ao lado do Reino Unido. A minha missão é acompanha-los com a minha oração e com a minha disponibilidade para os atender.
Estou convencido que vou receber mais do que aquilo que vou poder dar.
Há já várias semanas que rezo por esta viagem, por cada um dos que vamos.
E é isso que também peço a quem, por aqui, for passando.

19.8.06

O desafio da visão positiva

O Cristianismo, o Catolicismo não é um conjunto de proibições, mas uma opção positiva. E é muito importante que evidenciemos isso novamente, porque essa consciência, hoje, desapareceu quase completamente.
Tem-se ouvido falar tanto sobre o que não é permitido, que agora é preciso dizer: "Mas nós temos uma ideia positiva a propor: o homem e a mulher foram feitos um para o outro e existe uma escala - sexualidade, eros e agape, que são as dimensões do amor, e assim se forma, antes o matrimónio como encontro repleto de felicidade, entre o homem e a mulher, e depois, a família, que garante a continuidade entre as gerações, onde se realiza a reconciliação das gerações, e onde as culturas também se podem encontrar.
Antes de tudo, portanto, é importante colocar em relevo aquilo que queremos.
Em segundo lugar, pode-se ver também, porque certas coisas nós não as queremos. Eu creio que seja preciso reconhecer que não é uma invenção católica, o facto que o homem e a mulher sejam feitos um para o outro, a fim de que a humanidade continue a viver: todas as culturas, no fundo, sabem disso.
No que se refere ao aborto, ele não entra no sexto, mas no quinto mandamento: "Não matar!". E isso nós devemos pressupor como óbvio, reafirmando sempre que a pessoa humana tem início no seio materno e permanece pessoa humana, até ao seu último suspiro. Por isso, deve ser sempre respeitada como pessoa humana. Mas isso torna-se mais claro se, antes, for dito o que é positivo.

15.8.06

Assunção da Virgem Santa Maria aos Céus


Maria foi elevada ao céu em corpo e alma: também para o corpo existe um lugar em Deus. Para nós o céu já não é uma esfera muito distante e desconhecida. No céu temos uma mãe. E a Mãe de Deus, a Mãe do Filho de Deus, é a nossa Mãe. Ele mesmo o disse. Ele constituiu-a nossa Mãe, quando disse ao discípulo e a todos nós: "Eis a tua Mãe!" No céu temos uma Mãe. O céu está aberto, o céu tem um coração.

1.8.06

Paz

"Não é necessário procurar um caminho para a paz... A paz é o caminho!"
Mahtma Ghandi
P.S. Caro Pe. João António, muito obrigado pela indicação do autor!